Moradores deixam casas e ficam sem energia após incêndio atingir fábrica da Suggar em BH
Cemig informa que cerca de 200 clientes foram afetados pelo desligamento da rede para garantir segurança dos bombeiros

O incêndio de grandes proporções que destruiu parte da fábrica da Suggar, na divisa dos bairros Pilar e Olhos D'Água, na região Oeste de Belo Horizonte, também trouxe transtornos para moradores. Além da evacuação preventiva de residências durante a madrugada desta sexta-feira (7), cerca de 200 clientes ficaram sem energia elétrica após a Cemig desligar a rede próxima ao local para permitir o combate às chamas com segurança.
Segundo a concessionária, o desligamento foi necessário para evitar acidentes durante a atuação do Corpo de Bombeiros. A empresa informou que os danos atingiram apenas o ramal que abastece o imóvel onde ocorreu o incêndio. Ainda não há previsão para o restabelecimento da energia.
O fogo começou durante a madrugada e assustou quem mora ao redor da fábrica. A aposentada Isabel Rodrigues da Silva Correia, de 70 anos, contou que foi acordada pela movimentação dos vizinhos e saiu de casa temendo que as chamas alcançassem sua residência.
"Eu fiquei desesperada. Vi muito fogo e muita fumaça. A fiação estava queimando. Pensei que minha casa também fosse pegar fogo", relatou. Ela passou o restante da madrugada na casa de familiares e só retornou pela manhã, quando constatou que o imóvel não havia sido atingido.
O mecânico Rony Ferreira Dias, de 35 anos, morador de um imóvel ao lado do galpão, disse que acordou com o barulho e ajudou a retirar vizinhos e veículos da área de risco.
"Nosso maior medo era o fogo se espalhar para as casas. A proporção das chamas assustava muito. A gente foi de casa em casa para ver se ninguém tinha ficado para trás", afirmou. Segundo ele, os moradores permaneceram na rua durante toda a madrugada acompanhando o trabalho das equipes de resgate.
De acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Henrique Barcellos, a corporação foi acionada por volta de 0h50 para combater o incêndio no galpão industrial. O trabalho mobilizou mais de 30 militares no momento de maior atuação e seguiu durante toda a madrugada.
O oficial explicou que a grande quantidade de materiais plásticos no interior da fábrica aumentou a intensidade das chamas e dificultou o combate. Parte da estrutura metálica desabou, e os bombeiros permanecem realizando o rescaldo para eliminar focos remanescentes. Até o momento, cerca de 10 mil litros de água já foram utilizados na operação.
Ainda segundo Barcellos, as causas do incêndio serão investigadas pela Polícia Civil. A principal preocupação no entorno continua sendo a fumaça e a estabilidade da estrutura atingida. A Defesa Civil irá avaliar se há risco para os imóveis vizinhos antes da liberação das residências.
A reportagem do Hoje em Dia entrou em contato com a Suggar e aguarda retorno.
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