Saúde

Morte de Adriana Araújo: veja sintomas, fatores de risco e como prevenir aneurisma cerebral

Sambista mineira estava internada no Hospital Odilon Behrens, em BH

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 02/03/2026 às 16:41.Atualizado em 02/03/2026 às 17:09.
Adriana Araújo, sambista de 49 anos, morreu nesta segunda-feira (2), em BH (Reprodução/ Redes Sociais)
Adriana Araújo, sambista de 49 anos, morreu nesta segunda-feira (2), em BH (Reprodução/ Redes Sociais)

Uma das vozes mais marcantes do samba, Adriana Araújo morreu nesta segunda-feira (2) em Belo Horizonte. A mineira havia dado entrada neste domingo (1º) no hospital Odilon Behrens, na região Noroeste da capital, após sofrer um aneurisma cerebral. 

O caso reforça a importância de compreender como um aneurisma se desenvolve, quais são os sinais de alerta e as formas de prevenção e tratamento, conforme informações da Sociedade Brasileira do AVC. 

O que é o aneurisma cerebral?

É uma dilatação na parede de uma artéria, que pode ocorrer em qualquer região do corpo, inclusive no cérebro. Segundo especialistas da Sociedade Brasileira do AVC, o processo pode ser comparado a um “balão de festas”: submetida à pressão sanguínea, a região mais frágil da artéria vai aumentando de tamanho ao longo dos anos. À medida que se torna mais irregular e fina, o risco de ruptura aumenta.

Quando essa ruptura acontece, ocorre o Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, que é o extravasamento de sangue para o interior ou para a superfície do cérebro. 

Sinais de alerta são imediatos e devastadores

O sintoma mais característico do rompimento de um aneurisma é uma dor de cabeça intensa e súbita. Diferente de enxaquecas comuns, que aumentam gradualmente, a dor do aneurisma é imediata e devastadora.

O paciente também pode ter náuseas, vômitos, desmaio, rigidez na parte posterior do pescoço e nuca, e até mesmo alterações motoras e sensitivas - menos comuns que os sintomas anteriores. Há casos que podem evoluir para estado de coma, na maioria das vezes relacionados ao aumento da pressão nas estruturas do interior do cérebro, devido à hemorragia.

Quando investigar?

A triagem é fortemente indicada para quem possui familiares de primeiro grau (pais, filhos ou irmãos) com diagnóstico de aneurisma. Os exames utilizados para identificar a condição são:

  • Angioressonância e Angiotomografia: exames de imagem com contraste venoso.
  • Angiografia Cerebral: espécie de cateterismo que permite visualizar os vasos com nitidez máxima para confirmar o diagnóstico e planejar o tratamento.

Como é feito o tratamento

Conforme a Sociedade Brasileira de AVC, a decisão de tratar um aneurisma que ainda não rompeu depende de fatores como idade, doenças associadas (diabetes, hipertensão), tabagismo e o tamanho da dilatação. Aneurismas maiores que 7 milímetros em pacientes fumantes ou hipertensos, por exemplo, apresentam alto risco de ruptura.

Existem duas opções de tratamento: cirurgia aberta (neurocirurgião coloca um clipe na base do aneurisma para isolá-lo da circulação sanguínea) e embolização endovascular (procedimento minimamente invasivo via cateterismo, onde o médico preenche o interior do aneurisma com micro molas metálicas, impedindo que o sangue continue pressionando a parede fragilizada). 

Se você descobrir um aneurisma cerebral por acidente, a recomendação da Sociedade Brasileira de AVC é procurar um médido imediatamente. 

Dá para prevenir o aneurisma cerebral? 

Segundo o Ministério da Saúde, existem alguns hábitos de vida que podem ajudar a prevenir ou agravamento de um aneurisma. São eles: 

  • Controlar a pressão arterial;
  • Manter índices adequados de glicose, colesterol e triglicérides;
  • Ter uma alimentação saudável, à base de vegetais, frutas, fibras e carnes magras;
  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Não fumar;
  • Não ingerir bebidas alcoólicas em excesso.

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