SAÚDE

Morte de macaco em Buritizeiro acende alerta e reforça importância da vacinação no Norte de Minas

Autoridades sanitárias reforçam a importância da vacinação

Alexandre Fonseca e Leonardo Queiroz
Do jornal O Norte
Publicado em 07/05/2026 às 13:42.Atualizado em 07/05/2026 às 15:04.
Confirmação de febre amarela em primata mobiliza Vigilância em Saúde de Buritizeiro, no Norte de Minas (Fiocruz/Divulgação)
Confirmação de febre amarela em primata mobiliza Vigilância em Saúde de Buritizeiro, no Norte de Minas (Fiocruz/Divulgação)

A Vigilância em Saúde de Buritizeiro, no Norte de Minas, confirmou um caso de febre amarela em um macaco, aumentando o alerta para a circulação do vírus na região. As autoridades sanitárias reforçam a importância da vacinação, considerada a principal forma de prevenção. A população também tem sido orientada a redobrar os cuidados.

Conforme dados do Ministério da Saúde, dessa quarta-feira (6), a cobertura vacinal no Norte de Minas está em 94%. Em Buritizeiro, a cobertura está acima de 100% - ocorre quando há vacinação de pessoas de outras cidades, além de atualizações nos registros populacionais.

Primata encontrado na zona rural

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Maria da Piedade Pessoa Pereira, o primata foi encontrado morto na zona rural do município, a cerca de 7 km da área urbana, em 18 de abril. O corpo do animal foi levado para a Gerência Regional de Saúde para realização de exames.

“A partir então, começamos a desencadear as ações, sendo a busca ativa de cartão e as vacinações nesse território. Fomos de casa em casa, orientando o pessoal e estendemos essa informação à população de forma geral, não com intuito de alardes, mas em caráter de informação com responsabilidade e tranquilidade”, afirma Maria Pereira. 

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG), não há registro de casos confirmados de febre amarela em humanos em Minas em 2026. Ainda assim, o aparecimento da doença em primatas funciona como um sinal de alerta epidemiológico. Isso porque os macacos atuam como sentinelas naturais, indicando a presença do vírus no ambiente. Vale destacar que os animais não transmitem a febre amarela às pessoas.

Fátima Lima, médica de Família e Comunidade, explica que, diante desse cenário, a vacinação é apontada como a principal ferramenta de controle e prevenção. “A vacina contra a febre amarela é segura, gratuita e está disponível em mais de 4 mil unidades do Sistema Único de Saúde (SUS)". 

Pessoas que receberam a vacina antes dos 5 anos de idade devem receber uma dose de reforço. “A prioridade deve ser vacinar todas as pessoas não imunizadas que vivem ou circulam em áreas de risco, especialmente moradores da zona rural, trabalhadores que atuam em ambientes de mata, ribeirinhos e pessoas que vão viajar para essas regiões. Além disso, é fundamental atualizar a caderneta de vacinação de adultos e garantir a imunização de crianças a partir dos nove meses de idade, conforme as recomendações do Ministério da Saúde”, completa Lima.

Febre amarela

Segundo o Ministério da Saúde, a febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, de evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas formas graves. A doença é causada por um vírus transmitido por mosquitos e possui dois ciclos de transmissão (urbano e silvestre).

No ciclo urbano, a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. No ciclo silvestre, os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes.

Ainda segundo o órgão, os sintomas iniciais da febre amarela incluem início súbito de febre, dores no corpo em geral, calafrios, náuseas e vômitos, dor de cabeça intensa, fadiga, dores nas costas e fraqueza.

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