
Desejo antigo de motociclistas, o projeto da motofaixa em Belo Horizonte deverá “sair do papel”. O local escolhido para a implantação do teste foi a Via Expressa (avenida Juscelino Kubitschek), com 25 km de extensão. O espaço exclusivo, porém, será construído em quase 16 km da via. A informação foi confirmada pela prefeitura da capital (PBH) nesta terça-feira (28).
O trecho vai do Viaduto Itamar Franco até a avenida Babita Camargos, na divisa com Contagem. No local, a motofaixa será implantada entre as faixas 1 e 2 (a partir da esquerda da via), com cerca de 1,5 metro de largura. Conforme o Executivo municipal, as obras devem durar oito semanas.
De acordo com a PBH, as quatro faixas da Via Expressa serão mantidas, com o acréscimo de uma nova sinalização, tanto vertical quanto horizontal. O município ainda informa que a escolha da avenida foi feita com base em uma análise técnica conduzida pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMUR), com apoio da BHTrans e da Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte.
Para a implementação do projeto, foram avaliadas experiências de outras capitais, além de fatores locais como volume de motocicletas, largura das faixas de rolamento e histórico de sinistros.
R$ 400 mil para viabilizar o projeto-piloto
Durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA 2026), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) apresentou uma proposta que garantiu R$ 400 mil para viabilizar o projeto-piloto. Conforme a entidade, o recurso foi aprovado pela Câmara Municipal, sancionado pelo Executivo e está disponível; a prefeitura não detalhou a aplicação do valor. Em março deste ano, a CDL/BH enviou ofício à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) cobrando autorização para a implantação de motofaixas na capital.