
Estacionar nas ruas de Belo Horizonte é uma tarefa árdua para os motoristas. Sobram carros e faltam vagas. Afinal, são 1,4 milhão de veículos registrados na capital mineira, além dos automóveis que vêm todos os dias de outras cidades da região metropolitana. E a partir desta quinta-feira (19), mais 473 vagas que tinham estacionamento livre passam a integrar o esquema do Rotativo na capital.
A mudança abrange dez ruas da cidade no Centro e no Cidade Jardim, na zona Sul de BH. Segundo a BHTrans, esses novos espaços, de uso alternado, equivalem a 1.360 vagas. Mas, para vários motoristas, o que os donos dos carros fazem é apenas trocar o talão, que custa R$ 2,90, e manter o veículo no mesmo local. E a dificuldade para estacionar permanece.
A mudança não agradou a quem circula por essas regiões. Para muitos motoristas, essa é apenas uma forma de arrecadar dinheiro. “Quem perde é a gente, porque ficamos preocupados com o tempo. Enquanto isso, a BHTrans enche o bolso e os flanelinhas oportunistas também”, disse o atendente Ademar Silva, de 35 anos.
Enquanto isso, os estacionamentos particulares se espalham pela cidade. Segundo dados da PBH, até abril deste ano havia 700 estabelecimentos com alvará de localização e funcionamento na capital.
Até o dia 30 de junho deste ano, a BHTrans arrecadou R$ 9,4 milhões com os rotativos. Já em 2011, os motoristas deixaram R$ 17,4 milhões nos cofres da empresa.
Segundo a empresa, a receita do Estacionamento Rotativo é aplicada em melhorias do sistema viário da cidade, como manutenção e implantação de sinalização, operação de tráfego, fiscalização do trânsito e programas de segurança e educação.
Além disso, os locais selecionados têm número de veículos maior que o de vagas físicas disponíveis. A proposta do sistema é garantir a rotatividade, ou seja, multiplicar a utilização das vagas físicas.
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