'Neste momento, a prioridade é salvar vidas', diz prefeita de JF sobre tragédia causada por temporal
Escolas municipais foram transformadas em abrigos para acolher moradores de áreas de risco

Os impactos causados pelo temporal que atingiu Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, estão mobilizando forças municipais, estaduais e nacionais para evitar que mais vidas sejam perdidas. A tragédia assolou a cidade mineira na madrugada desta terça-feira (24), deixando pelo menos 21 mortos e 37 desaparecidos.
As medidas tomadas para conter os danos das tempestades no município foram divulgadas em coletiva de imprensa nesta terça-feira. Entre as ações estão a criação de cinco núcleos de apoio (comunicação, recolhimento e ajuda humanitária, atendimento a famílias atingidas, mobilidade e infraestrutura), o reforço do Corpo de Bombeiros, que opera com 150 militares a mais, e o apoio de órgãos nacionais e estaduais.
Conforme a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), a força-tarefa tem como objetivo principal amparar a população em maior estado de vulnerabilidade — ou seja, quem está em áreas de risco. “Nossos engenheiros estão todos nas ruas fazendo vistorias e acompanhando, porque, nesse momento, o bem mais precioso é salvar a vida das pessoas”, afirma.
Escolas municipais vão acolher moradores de áreas de risco
Segundo o secretário da Defesa Civil do município, Luís Fernando Martins, pelo menos 265 pontos de escorregamento foram mapeados em Juiz de Fora até o momento. Essas áreas estão sendo evacuadas pela Prefeitura devido ao alto risco de permanência no local. Entretanto, segundo Margarida, os moradores têm apresentado resistência em deixar as moradias.
“Não é uma coisa simples, porque é a casa que a pessoa tem. Então, elas são muito relutantes com relação a isso.” Para abrigar essas pessoas, escolas municipais da cidade foram transformadas em abrigos. A lista das instituições que estão recebendo moradores foi divulgada pela Prefeitura. “Se você está em algum lugar com nível 4 de risco, nos procure. Vá para alguma das escolas municipais, que nós vamos acolhê-lo”, reforça Margarida.
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