Novo cangaço: três suspeitos de participarem de ataque a banco em Minas são presos
Prisões ocorreram na manhã desta sexta-feira após grupo explodir agência e espalhar terror na Zona da Mata

Três suspeitos de participar do ataque a uma agência do Banco do Brasil em Guidoval, na Zona da Mata mineira, no crime conhecido como "novo cangaço", foram presos na manhã desta sexta-feira (10). A informação foi confirmada pelo tenente-coronel Damasio, chefe do Centro de Jornalismo da Polícia Militar.
Os homens - nomes e idades não foram informados - foram capturados horas após o atentado que aterrorizou a cidade. As circunstâncias e o local exato das prisões ainda serão detalhados pelas autoridades.
Veja imagens do ataque:
Dinâmica do crime
A ação violenta começou por volta das 2h30, quando um grupo armado e encapuzado cercou o centro de Guidoval. Utilizando táticas do "novo cangaço", os criminosos efetuaram disparos para intimidar moradores e isolar a área enquanto instalavam explosivos na agência bancária. Imagens de segurança mostram os suspeitos portando fuzis e vestidos com roupas pretas durante a preparação da detonação.
A explosão destruiu completamente a fachada da agência e lançou escombros pelas vias públicas. Registros em vídeo mostram que dois criminosos foram atingidos pelos estilhaços da própria detonação; um deles chegou a ser arremessado para o meio da rua, mas conseguiu se levantar e fugir mancando.
Investigação e buscas
A Polícia Militar chegou ao local por volta das 3h, isolando a cena para o trabalho da Polícia Federal, para realização de perícia técnica. Antes da fuga, integrantes da quadrilha foram vistos carregando materiais em um veículo Fiat Fiorino.
Segundo a PM, além das três prisões, as forças de segurança continuam as diligências na região para localizar outros envolvidos. Ainda não há informações oficiais sobre valores furtados.
Em nota, o Banco do Brasil confirmou o ataque, informando que colabora com as autoridades nas investigações. A instituição ressaltou, por questões de segurança e para evitar interferências no trabalho policial, não divulgará detalhes do crime.