Operação da PM no Morro das Pedras prende gerente de facção carioca que ostentava armas na internet
Suspeito e outros dois parentes foram detidos na região Oeste de Belo Horizonte; grupo utilizava redes sociais para divulgar armamentos e monitorava a polícia com câmeras

Uma operação da Polícia Militar (PM) no aglomerado Morro das Pedras, na região Oeste de Belo Horizonte, resultou na prisão de três jovens suspeitos de integrar a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). A ação, detalhada nesta sexta-feira (15), prendeu na quinta-feira (14) um homem de 26 anos apontado como o gerente do tráfico na comunidade, além de seu irmão, de 20 anos, e um primo, de 18 anos.
De acordo com a corporação, o trio utilizava perfis em redes sociais para ostentar fotos e vídeos com armas de fogo, drogas e até artefatos explosivos. As investigações apontaram que os suspeitos se identificavam na internet como membros da organização carioca e publicavam conteúdos com símbolos característicos do grupo, como a bandeira de Israel, além de menções ao número "1533", que faz alusão à facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ainda segundo a PMMG, a ação policial teve início na quarta-feira (13), coordenada por equipes do 22º Batalhão da PM. No primeiro dia de incursões, dois homens foram presos e duas armas de fogo acabaram apreendidas na rua Bento. Durante as ações daquele dia, o suspeito de gerenciar o tráfico conseguiu fugir do cerco dos militares, abandonando entorpecentes e uma arma na rota de fuga.
A prisão do gerente e de seus familiares foi viabilizada no dia seguinte, após a corporação receber uma denúncia anônima por meio do Disque Denúncia 181, indicando o paradeiro do foragido. As postagens ostentando o material bélico foram localizadas diretamente nos aparelhos celulares dos capturados, incluindo mensagens direcionadas à comunidade sobre conflitos territoriais com a facção rival Comando Vermelho (CV).
Monitoramento e material apreendido
Com os três jovens, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9 mm de fabricação turca carregada com 30 munições — armamento que, segundo a PM, aparecia nas fotos publicadas pelo grupo na internet.
Também foram recolhidas porções de maconha e cocaína, dinheiro em espécie, balança digital de precisão e uma câmera de vigilância. O equipamento de vídeo era instalado na comunidade e utilizado pelos criminosos para monitorar em tempo real a chegada das viaturas policiais e a movimentação de grupos rivais nas vias de acesso do aglomerado.