Kodama

Operação mira grupo que fraudava licenças para minerar carvão vegetal em Minas

Ação cumpre 25 mandados no Estado, Distrito Federal e Sergipe; bloqueio de bens ultrapassa R$ 112 milhões

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 17/03/2026 às 10:38.Atualizado em 17/03/2026 às 10:39.
 (PCMG/Divulgação)
(PCMG/Divulgação)

Uma quadrilha especializada em fraudes documentais para a produção e comercialização irregular de carvão vegetal é alvo da operação Kodama da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), nesta terça-feira (17). A ofensiva cumpre 25 mandados de busca e apreensão em 12 cidades mineiras, além de Aracaju (SE) e Brasília (DF).

Segundo a PCMG, as investigações apontam que o grupo utilizava documentos ambientais falsos para acobertar carvão de origem ilícita, extraído de mata nativa ou de florestas de eucalipto irregulares.

O esquema contava com o aporte de investidores estrangeiros em empresas localizadas majoritariamente no Norte de Minas. Essas unidades emitiam notas fiscais e guias de controle com capacidade produtiva incompatível com a tecnologia que possuíam, superando até empresas consolidadas do setor.

Estrutura e danos financeiros

De acordo com a PCMG, a organização era bem estruturada e envolvia pessoas físicas e jurídicas nos setores florestal, de transporte e siderúrgico.

Relatórios de inteligência financeira identificaram movimentações suspeitas e o uso de "laranjas" e empresas de fachada para a lavagem de capitais.

O impacto ambiental e econômico é expressivo. Em apenas uma das áreas fiscalizadas, os agentes encontraram cerca de 9 mil metros cúbicos de carvão irregular, avaliados em R$ 3,4 milhões. Diante das evidências, a Justiça determinou:

  • Bloqueio de ativos financeiros de até R$ 112 milhões;
  • Restrição judicial de veículos avaliados em mais de R$ 10 milhões;
  • Suspensão de registros de pessoas jurídicas e impedimento de emissão de guias ambientais.

Em Minas Gerais, as buscas ocorrem nos seguintes municípios:

  • Belo Horizonte,
  • Várzea da Palma,
  • Taiobeiras,
  • Três Marias,
  • Coração de Jesus,
  • Rio Pardo de Minas.
  • Ubai,
  • Santo Antonio do Retiro,
  • Eloi Mendes,
  • Águas Vermelhas,
  • Francisco Sá,
  • Indaiabira

Outros estados:

  • Aracaju/SE
  • Brasília/ DF

Combate ao crime ambiental

Os envolvidos podem responder por lavagem de capitais, associação criminosa e crimes ambientais. A Polícia Civil destaca que a repressão é vital, uma vez que dados do Banco Mundial indicam perdas globais de até US$ 9 bilhões anuais em arrecadação devido à exploração ilegal de madeira.

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