Operação mira quadrilha suspeita de sequestrar mulheres em carros de aplicativo na Grande BH
Criminosos escondiam comparsa no porta-malas para surpreender vítimas durante as corridas; operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão na capital e na Grande BH

A Polícia Civil ddeflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), uma operação contra uma quadrilha suspeita de sequestrar mulheres durante corridas por aplicativo em Belo Horizonte e na região metropolitana. Batizada de Operação Rebu Branco, a ação resultou na prisão de um suspeito e no cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão. Outro investigado já havia sido preso anteriormente, enquanto um terceiro segue foragido.
Segundo as investigações, o grupo utilizava um carro branco nas corridas. Um dos criminosos se passava por motorista de aplicativo, enquanto um comparsa permanecia escondido no porta-malas do veículo. Durante a corrida, o segundo suspeito saía do compartimento e anunciava o assalto, surpreendendo as passageiras.
As mulheres eram mantidas reféns enquanto os criminosos circulavam pela cidade. Nesse período, os suspeitos realizavam saques e utilizavam os celulares das vítimas para retirar dinheiro das contas bancárias.
Três casos são investigados
De acordo com o delegado Flávio Grossi, responsável pelas investigações, o trabalho policial começou após uma moradora do bairro Buritis, na região Oeste, denunciar ter sido vítima do crime.
Na sequência, os investigadores identificaram outros dois casos semelhantes, no bairro Belvedere, na região Centro-Sul, e no Vila da Serra, em Nova Lima, na Grande BH.
A apuração identificou três suspeitos que seriam responsáveis pela execução dos sequestros, além de outros envolvidos na movimentação financeira dos valores roubados. Conforme a Polícia Civil, o grupo escolhia mulheres por considerá-las mais vulneráveis.
Operação teve ações em BH, Ibirité e Aglomerado da Serra
Dos 13 mandados de busca e apreensão cumpridos nesta segunda-feira, seis foram executados no Aglomerado da Serra, em BH. As equipes também realizaram diligências em outros pontos da capital, incluindo o bairro Pilar, e no município de Ibirité.
Durante a operação, os policiais apreenderam cinco celulares. Os aparelhos serão submetidos à análise para ajudar a rastrear o destino do dinheiro roubado e esclarecer a participação de pessoas que possam ter recebido os valores.