'Veredicto Sombrio'

Operação mira suspeitos de usar dados de juízes e membros do Judiciário em Minas para aplicar golpes

Polícia Civil cumpre 27 mandados em três cidades e bloqueia R$ 40 milhões de organização criminosa

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 10/12/2025 às 10:47.Atualizado em 10/12/2025 às 11:15.
 (PCMG/Reprodução)
(PCMG/Reprodução)

Estelionatários que estariam usando dados de membros do Judiciário de Minas Gerais, inclusive de juízes, para aplicar golpes, são alvos da operação Veredicto Sombrio, desencadeada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (10). A ação ocorre simultaneamente nas cidades de Belo Horizonte, Sete Lagoas e Jacutinga.

De acordo com a PCMG, a operação é resultado de uma investigação conjunta desenvolvida pela equipe que atua no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e na Corregedoria-Geral de Justiça de Minas Gerais.

As apurações iniciais apontaram a ocorrência de fraudes em sistemas operacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), inclusive com o uso indevido de credenciais vinculadas a magistrados.

As informações foram compartilhadas com a 3ª Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (3ª Draco/Deosp), que aprofundou as investigações e identificou uma organização criminosa voltada à prática de fraudes em sistemas oficiais e à lavagem de dinheiro.

Prisões e bloqueios

Para cumprimento das ordens judiciais, são executados 27 mandados, entre prisões e buscas. Até o momento, foram contabilizadas nove prisões.

A partir dos elementos reunidos, foram representadas ao Poder Judiciário medidas de bloqueio de bens, busca e apreensão.

Foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 40 milhões, incluindo cerca de 180 mil dólares em criptoativos.

Além disso, foram apreendidos veículos de luxo, joias, computadores e aparelhos celulares. Os policiais também estão orientados a recolher objetos de valor dos alvos, como notebooks e tablets. Caso os agentes encontrem cartões bancários em nome de terceiros, o material também deverá ser recolhido.

Em Sete Lagoas, parte dos mandados são cumpridos com o apoio de um helicóptero e mais de 10 viaturas de equipes de diferentes delegacias, sob coordenação do Deoesp.

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