Padrasto é preso suspeito de homicídio e mãe por maus-tratos após morte de menino de 1 ano em BH
Criança chegou morta à UPA; casal foi detido em flagrante no IML após avanço das investigações da polícia

Um casal foi preso em flagrante após a morte de uma criança de 1 ano e 8 meses em Belo Horizonte, na noite dessa quarta-feira (8). O padrasto, de 32 anos, é suspeito de homicídio qualificado, enquanto a mãe, de 26, poderá responder por maus-tratos com resultado morte. O caso ocorreu após o menino dar entrada já sem vida na UPA Oeste, com indícios de agressão e desnutrição.
A prisão foi realizada pela Polícia Civil (PCMG) após diligências conduzidas pelo Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O casal foi detido no Instituto Médico-Legal (IML), onde estava para reconhecer o corpo da criança.
Segundo a PC, o menino foi levado pelo pai à unidade de saúde na noite de terça-feira (7), mas já chegou sem sinais vitais. A equipe médica identificou possíveis marcas de violência e acionou a Polícia Militar, que conduziu o padrasto para prestar esclarecimentos. Na ocasião, ele foi ouvido e liberado.
Policiais civis iniciaram levantamentos no IML, na UPA e na residência da família. Testemunhas, incluindo vizinhos, foram ouvidas. Diante das informações preliminares da perícia e da possibilidade de fuga do padrasto, a Polícia Civil decidiu pela condução do casal ao DHPP, onde ambos foram novamente interrogados.
Após a análise do caso, foi decretada a prisão em flagrante. O padrasto vai responder por homicídio qualificado por motivo torpe e/ou meio cruel, com agravante por se tratar de vítima menor de 14 anos. Já a mãe responderá por maus-tratos qualificados pelo resultado morte, em razão, inicialmente, de omissão diante das agressões. Os dois foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.
Militares tentaram reanimar a criança
A família mora no bairro das Indústrias, na região Oeste de BH. A morte da criança começou a ser investigada já na terça-feira, quando o padrasto levou o menino até uma base da Polícia Militar no Anel Rodoviário, alegando que ele estaria engasgado. Militares tentaram reanimar a vítima durante o trajeto até a UPA Oeste, mas o óbito foi confirmado na unidade.
Na ocasião, os médicos já haviam identificado hematomas no rosto, sangramento no nariz e lesões pelo corpo, levantando a suspeita de maus-tratos. A avaliação inicial indicou que a morte teria ocorrido cerca de uma hora antes da chegada ao atendimento. O corpo foi encaminhado ao IML, e a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do crime.
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