Pai de santo é preso em BH suspeito de cometer abuso sexual contra pelo menos oito jovens
Líder religioso aproveitava momentos de passes e vulnerabilidade emocional de adolescentes para cometer os crimes

Um pai de santo de 46 anos de idade foi preso nesta sexta-feira (12) suspeito de cometer crimes sexuais contra frequentadoras de um centro de umbanda no bairro Castelo, na região Noroeste de Belo Horizonte. Foram identificadas pelo menos oito vítimas, que relataram abusos ocorridos principalmente quando eram adolescentes, entre 15 e 17 anos.
Segundo a investigação, o suspeito utilizava a posição de líder espiritual e a fragilidade emocional das frequentadoras para cometer os crimes. De acordo com a delegada Larissa Mayerhofer, o homem escolhia mulheres que passavam por momentos de depressão, baixa autoestima ou que tinham históricos de violência, e iniciava os abusos com toques pelo corpo durante as sessões de passe espiritual.
Ainda de acordo com a polícia, o homem enviava mensagens e fotos íntimas de madrugada pelas redes sociais, alegando que as vítimas tinham uma "energia" que precisava ser tratada em rituais específicos. O investigado também restringia a entrada de homens no local para “facilitar o aliciamento”.
Na casa do investigado, foram apreendidos um notebook, cinco pen drives, anotações e o telefone celular. Além disso, foram apreendidos cinco termos redigidos em um computador, que ele pretendia que as vítimas assinassem e registrassem em cartório, declarando que nunca haviam sido abusadas.
"Esse indivíduo se aproveitava da fragilidade e da vulnerabilidade das vítimas. A resposta rápida evitou que ele exercesse ainda mais pressão para desestimular as denúncias", afirmou a delegada.
Na casa do investigado, foram apreendidos um notebook, cinco pen drives, anotações e o telefone celular. A Polícia Civil acredita que o número de vítimas possa ser ainda maior, já que o homem atuava no local há mais de dez anos, e orienta que outras possíveis vítimas procurem a delegacia para relatar os fatos.
A Polícia Civil acredita que o número de vítimas possa ser ainda maior, já que o homem atuava no local há mais de dez anos, e orienta que outras possíveis vítimas procurem a delegacia para relatar os fatos.
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