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Parque Ecológico da Pampulha recebe projeto de observação de aves no sábado

Iniciativa gratuita da prefeitura em parceria com a Ecoavis convida o público a explorar a biodiversidade urbana e registrar a avifauna local

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 11/09/2026 às 07:18.Atualizado em 11/09/2026 às 07:45.
Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca), encontrado na região da Pampulha, em BH (Edanise Reis/Divulgação)
Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca), encontrado na região da Pampulha, em BH (Edanise Reis/Divulgação)

O Parque Promotor Francisco Lins do Rego, mais conhecido como Parque Ecológico da Pampulha, recebe neste sábado (12) o projeto Avistavis em sua sétima edição de 2026. A atividade gratuita, promovida pela Ecoavis em parceria com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), consiste em uma expedição voltada à observação e fotografia de aves nas áreas verdes da capital mineira.

A concentração para a caminhada começa às 6h30 na portaria 1 do parque, localizada no Marco Zero, na avenida Otacílio Negrão de Lima, com saída oficial marcada para as 7h. A programação é aberta a profissionais e amadores, que podem levar equipamentos como câmeras fotográficas e binóculos. Entre as recomendações para o evento estão o uso de protetor solar, repelente, boné, calçados fechados e roupas em tom neutro para facilitar a aproximação dos animais sem afugentá-los.

Quer participar, clique aqui e saiba como.

Durante o trajeto, os participantes têm a oportunidade de avistar diversas espécies características de ambientes aquáticos, de bosque, campo e jardim, além de aves migratórias. O roteiro conta com o suporte técnico de especialistas da Ecoavis, que compartilham informações sobre hábitos, características e técnicas de observação da avifauna.

Momento histórico

Conforme o executivo municipal, a iniciativa reforça a importância das áreas verdes como corredores ecológicos fundamentais para a sobrevivência e proteção da fauna urbana. O mapeamento da biodiversidade nos parques municipais tem gerado registros importantes para o conhecimento científico da região, a exemplo da recente documentação de novas espécies nas unidades de conservação da cidade.

Em maio deste ano, quem participou da expedição do Avistavis no Parque Ursulina de Andrade Mello (também na Pampulha) presenciou um momento histórico: o primeiro registro da espécie coró-coró documentado em Belo Horizonte. Juan Espanha, chefe da Seção de Aves do Jardim Zoológico da FPMZB, confirma que a ave nunca tinha sido avistada em outro local de BH, com registro oficial, apesar dos relatos de ocorrência do coró-coró na Lagoa da Pampulha.

“Na Pampulha está muito presente o tapicuru-de-cara-pelada, ou simplesmente tapicuru. É uma ave comum de ser avistada em BH, em córregos, lagoas e ambientes alagados em áreas abertas. O tapicuru é da mesma família do coró-coró, o que pode gerar confusão entre as duas espécies, especialmente para novos observadores, já que ambos habitam ambientes úmidos”, explica o especialista.

Outras diferenças, segundo ele, é que o coró-coró tem preferência por áreas de mata mais fechada, vocalização marcante (de onde vem o nome popular) e não costuma formar bandos grandes como o tapicuru. “No caso deste registro do Parque Ursulina temos a confirmação oficial de se tratar do coró-coró, que tem a plumagem mais azulada, enquanto a do tapicuru tende mais para o preto, puxando para o esverdeado na época de reprodução. Além disso, a face do tapicuru é, como o nome diz, pelada e de cor clara, enquanto a do coró-coró é mais enegrecida, sem se destacar tanto”, detalha.

O presidente da FPMZB, Gelson Leite, ressalta que a descoberta da ave em BH reafirma a importância da preservação e manutenção dos parques municipais para a manutenção da biodiversidade. “Especialmente se levarmos em conta que, principalmente para a avifauna, essas áreas verdes quase contíguas se firmam como corredores ecológicos, formando um mosaico de áreas que servem de abrigo, proteção, fonte de alimento e de sobrevivência para esses animais. Isso demonstra como ações e projetos de lazer responsável nessas áreas podem contribuir para a ampliação do conhecimento científico, como é o caso do projeto Avistavis”.

Calendário das próximas expedições do Avistavis:

  • 17 de outubro – Parque Municipal das Mangabeiras - Maurício Campos (Centro-sul) 
  • 14 de novembro – Parque Carlos de Faria Tavares - Vila Pinho (Barreiro)
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