
A repercussão em torno do passaporte no nome de Eliza Samudio, encontrado em Portugal, foi lamentada pela família da modelo na noite desta terça-feira (6). A mãe, Sônia Moura, disse que a história está "cheia de lacunas". Além disso, ela prometeu exigir respostas por parte das autoridades. O documento está com o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa.
Pelas redes sociais, Sônia Moura disse que o caso precisa ser esclarecido. "A história está cheia de lacunas, coincidências e pontos que não se encaixam. Não acredito que tudo tenha acontecido de forma aleatória. Há fatos mal explicados, perguntas sem respostas e uma condução que apenas amplia a angústia de quem já vive um luto permanente. Essas lacunas não são detalhes — elas pesam, machucam e gritam por esclarecimento".
A mãe da modelo, no entanto, disse que busca "respostas". Além disso, ela afirma que algumas notícias sobre a localização do passaporte têm provocado ainda mais sofrimento à família, que vive "profunda dor e exaustão emocional".
Passaporte de Eliza Samudio
O passaporte antigo com o nome de Eliza Samudio foi encontrado em Portugal e entregue às autoridades brasileiras em Lisboa. O documento, localizado na última sexta-feira (2), será enviado à sede do Itamaraty, em Brasília.
O passaporte estava expirado e registrado como cancelado. “O documento ficará à disposição da família, caso tenha interesse em recebê-lo”, informou o Itamaraty.
O documento teria sido encontrado em um apartamento alugado em Lisboa, entre livros dispostos em uma área compartilhada da residência.
O homem que localizou o material, identificado apenas como José, encaminhou o item ao consulado brasileiro na capital portuguesa. Até o momento, não há informações sobre como o documento foi parar no continente europeu.
Relembre o caso
Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010 e seu corpo nunca foi encontrado. A jovem, que tinha 25 anos, era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador não reconhecia a paternidade da criança.
Investigações apontaram que Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro para um sítio de Bruno em Esmeraldas, na Grande BH, onde foi mantida em cárcere privado. Posteriormente, a vítima teria sido entregue ao ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, que a teria asfixiado e ocultado o corpo.
Bruno foi condenado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, com pena de 22 anos e três meses de prisão. Bola também foi condenado a uma pena de 22 anos.