Alerta

Patinete em BH: velocidade máxima de 6 km/h em calçadas coloca 'todos em risco', alerta especialista

Equipamentos estarão de volta à capital mineira a partir desta quarta-feira

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 17/03/2026 às 19:05.Atualizado em 17/03/2026 às 19:05.
 (Freepik/Divulgação)
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As patinetes elétricas poderão circular em vias com velocidade regulamentada de até 40 km/h, áreas de pedestres, ciclovias e ciclofaixas de Belo Horizonte a partir desta quarta-feira (18). A prefeitura da capital diz que o novo serviço de transporte será mais moderno, seguro e estável. No entanto, especialistas de trânsito criticam o retorno dos equipamentos, alertando sobre os riscos para pedestres e os próprios usuários.

O capacete, por exemplo, não será obrigatório. Em entrevista recente ao Hoje em Dia, o consultor na área de transportes e trânsito Silvestre de Andrade, fez questão de criticar o uso facultativo. "Se você está usando um veículo motorizado que não proporciona nenhuma proteção, você fica completamente exposto. As bicicletas, por exemplo, tem o uso do capacete como obrigatório", afirmou.

Andrade acrescenta que as calçadas devem ser só dos pedestres. "Qualquer outro tipo de veículo, até mesmo uma bicicleta, gera uma certa incompatibilidade, ainda mais em BH, nós não temos calçadas generosas”, afirmou o consultor na área de transportes. Outro ponto alertado, diz ele, são "desvios inesperados" por quem está operando o equipamento, aumentando o perigo para quem está a pé.

Na capital, a velocidade máxima permitida será de 6 km/h em calçadas, praças e parques. Para o professor dos cursos de Trânsito e de Engenharia de Transportes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas (Cefet-MG), Agmar Bento, o limite estabelecido coloca todos em risco.

“Seis quilômetros por hora é quase o dobro da marcha de uma caminhada. É um perigo tanto para o usuário quanto para a pessoa que está no entorno”, explica o especialista.

PBH garante que equipamento é seguro

Segundo a PBH, os equipamentos contam com limitação automática de velocidade por geolocalização, além de rodas de maior diâmetro e uma plataforma mais larga, o que garante maior estabilidade e segurança para o usuário.

“Os modelos atuais são mais robustos e estáveis, o que contribui para maior controle e proteção dos usuários. A prioridade da gestão da mobilidade urbana da capital é assegurar que esse novo modo de transporte seja utilizado de forma segura, ampliando as alternativas de deslocamento de maneira organizada e responsável. E é importante lembrar que o uso do capacete é recomendável”, afirma a diretora de Planejamento Estratégico e Inovação da Sumob, Liliana Hermont.

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