Pelo menos 30 radares 'turbinados' vão flagrar infrações simultâneas em BH até o fim de 2026
Equipamentos irão fiscalizar limites de velocidade, avanço de semáforo, invasão de faixa exclusiva de ônibus, conversão proibida e circulação de caminhões em zonas restritas

As ruas e avenidas de Belo Horizonte devem ganhar pelo menos 30 novos radares até o fim de 2026. A fiscalização eletrônica visa a coibir excesso de velocidade, avanço de semáforo, invasão de faixa exclusiva de ônibus, conversão proibida e circulação de caminhões em zonas restritas. Os pontos de instalação dos dispositivos ainda não foram divulgados.
A informação sobre o reforço na fiscalização foi confirmada por Leonardo Rios, gerente de Análise e Processamento de Infrações da BHTrans. Segundo ele, os novos modelos podem fiscalizar mais de uma infração. “Tem a capacidade de operação conjugada. Um único equipamento pode, por exemplo, fiscalizar simultaneamente o avanço de sinal e a execução de uma conversão proibida no mesmo cruzamento”.
Leonardo Rios detalhou o cronograma de ampliação e os critérios técnicos para a escolha dos novos pontos. Conforme o gerente da BHTrans, a definição dos locais segue critério de “prioridade técnica”. O servidor explica que é feito um trabalho de investigação para identificar “pontos críticos”, onde o índice de acidentes ou o risco de infrações é maior.
“Se você tem uma rua com vários cruzamentos e um deles é muito crítico em relação aos demais, a gente prioriza aquele ponto. Como os acidentes são variáveis por vários motivos, às vezes podem criar um shopping onde não existia, as pessoas começam a atravessar e os acidentes começam a ocorrer. Temos que estar sempre atualizados para tratar o problema naquele momento”, afirma o gerente.
Objetivo é preservar vidas e garantir o direito coletivo
Sobre a necessidade da fiscalização, Leonardo Rios defende que o objetivo central é a preservação da vida e o respeito ao direito coletivo. O gerente pontua que a utilização de radares é uma prática consolidada em países referência em segurança viária, como Suécia, Noruega, Dinamarca e Japão.
“O radar não é exagerado, ele está ali para fiscalizar a lei. O sinal vermelho já é uma determinação de parada, mas infelizmente o desrespeito faz parte da cultura humana em todo o mundo. Precisamos fiscalizar para que possamos dar uma amenidade na criticalidade dos acidentes de trânsito”, conclui Rios.
Invasão de faixa exclusiva de ônibus
Conforme o Hoje em Dia mostrou, nada menos que 26 motoristas são flagrados por hora invadindo faixas ou vias exclusivas de ônibus em Belo Horizonte. O desrespeito à sinalização resultou em 235.085 multas ao longo de 2025, conforme balanço da BHTrans. A irresponsabilidade ao volante prejudica a mobilidade e aumenta o risco de acidentes.
O número elevado se deve à fiscalização eletrônica. Atualmente, BH tem 58 km de pistas do Move ou faixas exclusivas. O condutor que invade o espaço reservado para os coletivos comete uma infração gravíssima. Além do prejuízo financeiro de R$ 293,47, ele perde sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
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