
O corpo da corretora de imóveis mineira Daiane Alves dos Santos, 43 anos, foi identificado pela Polícia científica de Goiás nesta terça-feira (3). A confirmação foi feita por meio de exame de DNA realizado nos dentes, devido ao avançado estado de decomposição dos restos mortais, localizados em uma área de mata em 28 de janeiro, após 40 dias de desaparecimento.
Além da identificação formal, elementos periciais indicam que a morte pode ter sido causada por disparo de arma de fogo. Em entrevista à CNN Brasil, o advogado da família de Daiane afirmou que uma bala foi encontrada alojada na cabeça da corretora. O laudo final já foi encaminhado ao Instituto médico-legal (Iml) de Goiânia para que o corpo seja liberado aos familiares.
O principal suspeito do crime é o síndico do edifício onde a vítima morava - o homem cumpre prisão temporária. Segundo a Polícia Civil, o assassinato teria sido motivado por desavenças profissionais, após a corretora assumir a gestão de seis apartamentos de uma família, que antes eram administrados pelo suspeito. O filho do síndico também está detido, sob suspeita de interferir nas investigações para proteger o pai.
A reconstrução do crime aponta que, em 17 de dezembro, o síndico teria interrompido a energia do apartamento de Daiane propositalmente para atraí-la ao subsolo. Imagens de segurança registraram a corretora entrando no elevador para verificar o problema elétrico pouco antes de desaparecer. O caso segue sob investigação para esclarecer se houve a participação de outras pessoas na ocultação do cadáver.