Perícia técnica da PC investiga possibilidade de crime no desabamento de asilo em BH
Polícia Civil analisará regularidade das obras que estavam sendo realizadas no interior do imóvel

O desabamento do lar de idosos que deixou pelo menos oito mortos no Jardim Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte, nesta quinta-feira (5), tem pouca possibilidade de ter ocorrido por causas naturais. Diante disso, a Polícia Civil (PC) abriu um inquérito para investigar se a queda da estrutura foi um acidente ou ocorreu por razões criminosas.
A parte interna do imóvel com quatro pavimentos passava por reformas. De acordo com o delegado regional da PC, Murillo Ribeiro de Lima, haverá uma perícia técnica para analisar a regularidade das obras.
“O alvará de funcionamento, segundo o Corpo de Bombeiros, estava em dia, e o imóvel tinha autorização (para realizar as obras)”, pontua o delegado. “Mas aparentemente a metragem informada diverge da que a gente acompanha inteiramente no imóvel. Então, o trabalho de perícia é para fazer esse resgate de engenharia e saber se foi isso (a reforma) que causou o desabamento ou não”, completou.
Em nota, a Secretaria Municipal de Política Urbana informou ao Hoje em Dia que não há alvará de construção válido emitido pela Prefeitura para o local.
O imóvel, localizado na rua Soldado Mário Neto, abrigava a Casa de Repouso Pró-Vida e ruiu por volta de 1h30 desta quinta. Além do lar de idosos, o local tinha ainda uma academia, um espaço de bronzeamento e uma residência. O prédio possuía três andares, além de um subsolo.
Incêndio e área de Risco
Em 2023, houve um incêndio no imóvel, porém, o delegado afirma que, apesar da polícia levar este episódio em consideração para realizar as investigações, ainda não é possível fazer um paralelo entre o que ocorreu hoje e o histórico da estrutura.
“Em diálogo com o Corpo de Bombeiros, isso não seria em um primeiro momento uma causa, porque logo após esse incêndio o imóvel foi vistoriado e fiscalizado, logo estaria apto para continuar a funcionar”, ressalta Murillo.
Ainda conforme o delegado, o asilo não estava em uma área de risco e, “aparentemente, não há causas naturais que possam ter implicado na queda”.
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