reformas no prédio

Perícia técnica da PC investiga possibilidade de crime no desabamento de asilo em BH

Polícia Civil analisará regularidade das obras que estavam sendo realizadas no interior do imóvel

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 05/03/2026 às 17:08.Atualizado em 05/03/2026 às 20:34.
Desabamento do lar de idosos que deixou pelo menos seis mortos no Jardim Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte (Maurício Vieira/Hoje em Dia)
Desabamento do lar de idosos que deixou pelo menos seis mortos no Jardim Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte (Maurício Vieira/Hoje em Dia)

O desabamento do lar de idosos que deixou pelo menos oito mortos no Jardim Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte, nesta quinta-feira (5), tem pouca possibilidade de ter ocorrido por causas naturais. Diante disso, a Polícia Civil (PC) abriu um inquérito para investigar se a queda da estrutura foi um acidente ou ocorreu por razões criminosas. 

A parte interna do imóvel com quatro pavimentos passava por reformas. De acordo com o delegado regional da PC, Murillo Ribeiro de Lima, haverá uma perícia técnica para analisar a regularidade das obras.

“O alvará de funcionamento, segundo o Corpo de Bombeiros, estava em dia, e o imóvel tinha autorização (para realizar as obras)”, pontua o delegado. “Mas aparentemente a metragem informada diverge da que a gente acompanha inteiramente no imóvel. Então, o trabalho de perícia é para fazer esse resgate de engenharia e saber se foi isso (a reforma) que causou o desabamento ou não”, completou. 

Em nota, a Secretaria Municipal de Política Urbana informou ao Hoje em Dia que não há alvará de construção válido emitido pela Prefeitura para o local.

O imóvel, localizado na rua Soldado Mário Neto, abrigava a Casa de Repouso Pró-Vida e ruiu por volta de 1h30 desta quinta. Além do lar de idosos, o local tinha ainda uma academia, um espaço de bronzeamento e uma residência. O prédio possuía três andares, além de um subsolo.

Incêndio e área de Risco

Em 2023, houve um incêndio no imóvel, porém, o delegado afirma que, apesar da polícia levar este episódio em consideração para realizar as investigações, ainda não é possível fazer um paralelo entre o que ocorreu hoje e o histórico da estrutura.

“Em diálogo com o Corpo de Bombeiros, isso não seria em um primeiro momento uma causa, porque logo após esse incêndio o imóvel foi vistoriado e fiscalizado, logo estaria apto para continuar a funcionar”, ressalta Murillo.

Ainda conforme o delegado, o asilo não estava em uma área de risco e, “aparentemente, não há causas naturais que possam ter implicado na queda”.

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