Sob custódia

PF abre inquérito para investigar tentativa de suicídio de 'Sicário' na prisão

Luiz Philipi Mourão teria atentado contra a vida após ser detido na Operação Compliance Zero

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 05/03/2026 às 12:27.

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito nesta quinta-feira (5) para apurar as circunstâncias da custódia de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário" de Vorcaro. O investigado foi um dos alvos presos na Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira, e teria atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da PF, em Minas Gerais.

De acordo com o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, toda a ação e o socorro prestado pelos agentes foram registrados por câmeras de segurança, sem pontos cegos. A instituição informou que o gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), já foi comunicado e receberá a íntegra das filmagens para análise da dinâmica do ocorrido.

Versão da defesa e estado de saúde

Em nota, a defesa de Mourão afirmou que esteve com ele pessoalmente até as 14h de quarta-feira, momento em que ele apresentaria plena integridade física e mental. Os advogados relataram que só tomaram conhecimento do incidente por meio da nota pública emitida pela Polícia Federal.

Representantes da defesa acompanham o caso no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, para onde o preso foi encaminhado. Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre o estado de saúde de Luiz Philipi.

Papel na organização criminosa

"Sicário" é apontado pelas investigações como peça central no esquema de fraudes financeiras bilionárias ligadas ao Banco Master. Ele atuaria sob as ordens diretas do banqueiro Daniel Vorcaro, também preso na operação e identificado como chefe da organização. Segundo a PF, Mourão era responsável pelo monitoramento de alvos, extração ilegal de dados sigilosos e ações de intimidação física e moral.

O relatório da investigação cita uma "dinâmica violenta" nas comunicações entre os investigados, sugerindo que Mourão agia como o braço executor (longa manus) das práticas violentas do grupo. Há ainda indícios de que ele recebia uma remuneração de 1 milhão de reais por mês pelos serviços ilícitos prestados à organização.

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