'Sonho americano'

PF mira esquema que levou 1,1 mil brasileiros aos EUA e sequestra bens de R$ 62 milhões em Minas

Duas operações foram deflagradas nesta quinta (16) no Leste de Minas para desarticular grupos que vendiam o “sonho americano” com uso de documentos falsos

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 16/04/2026 às 08:30.Atualizado em 16/04/2026 às 08:35.
PF mira esquema milionário de migração ilegal e apreende bens em MG (Polícia Federal/Divulgação)
PF mira esquema milionário de migração ilegal e apreende bens em MG (Polícia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (16), duas operações contra esquemas de migração ilegal no Leste de Minas Gerais e determinou o sequestro de até R$ 62 milhões em bens de investigados. As ações, realizadas nas cidades de Iapu e Bugre, miram organizações criminosas que teriam levado cerca de 1,1 mil brasileiros aos Estados Unidos de forma irregular.

Batizadas de Operação Contenção e Operação Forjados, as investigações têm como foco desarticular grupos que lucravam com a promoção da migração clandestina, incluindo o uso de documentos falsos para burlar a fiscalização. Os investigados poderão responder por crimes como promoção de migração ilegal e falsidade ideológica.

Grupo teria levado mais de mil pessoas aos EUA
A Operação Contenção é um desdobramento da Operação El Paso e foi realizada em conjunto com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão.

Segundo a Polícia Federal, a organização investigada teria facilitado a entrada ilegal de aproximadamente 1,1 mil pessoas em território norte-americano. A Justiça Federal autorizou o sequestro de bens dos suspeitos para desarticular a estrutura financeira do grupo.

Esquema usava documentos falsos

A Operação Forjados teve como alvo outro núcleo criminoso, responsável por produzir e utilizar documentos ideologicamente falsos para facilitar a saída de brasileiros do país. Nesta ação, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em Bugre para coletar provas e aprofundar as investigações sobre o esquema.

De acordo com a PF, os registros fraudulentos eram usados para tentar burlar controles migratórios internacionais. As duas frentes de investigação seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos.

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