OPERAÇÃO ALQUIMIA

PF mira grupo que importava insumos para adulterar drogas na Grande BH

Operação cumpre dois mandados de prisão e nove de busca e apreensão em Contagem e Ribeirão das Neves

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 19/08/2026 às 09:50.Atualizado em 19/08/2026 às 09:53.
Operação Alquimia cumpre mandados em Contagem e Ribeirão das Neves contra grupo suspeito de importar insumos químicos para adulteração de drogas (PF/Divulgação)
Operação Alquimia cumpre mandados em Contagem e Ribeirão das Neves contra grupo suspeito de importar insumos químicos para adulteração de drogas (PF/Divulgação)

A Polícia Federal (PF) cumpre na manhã desta quarta-feira (19), dois mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão em Contagem e Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação é contra uma organização criminosa suspeita de importar ilegalmente insumos químicos usados para adulterar drogas e aumentar o volume dos entorpecentes comercializados

Batizada de Operação Alquimia, ela busca interromper a cadeia de fornecimento dos produtos químicos e identificar todos os envolvidos no esquema. Conforme as investigações, o grupo recorria a dados de terceiros e a empresas dos setores farmacêutico e de cosméticos para viabilizar e esconder o recebimento de remessas internacionais com os insumos.

Segundo a PF, um farmacêutico participava do esquema e seria responsável pelo controle químico dos produtos e pela preparação das misturas. O procedimento permitiria aumentar o volume dos entorpecentes e, consequentemente, ampliar os lucros obtidos pelo grupo criminoso.

Empresas eram usadas como fachada

As investigações indicam que empresas ligadas aos setores farmacêutico e de cosméticos eram utilizadas como fachada para receber as encomendas vindas do exterior. Dados de outras pessoas também teriam sido empregados para dificultar a identificação dos responsáveis pelas importações.

Além das prisões, a PF pretende apreender documentos, bens e outros materiais que possam ajudar a esclarecer o funcionamento da organização e identificar os demais envolvidos.

Até o momento, a Polícia Federal não informou quais drogas eram adulteradas, quais substâncias químicas eram importadas, de quais países partiam as remessas ou há quanto tempo o esquema funcionava. A investigação continua.

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