
Uma operação realizada na manhã desta quinta-feira (18) em Belo Horizonte e Ibirité teve como alvo um grupo investigado por suspeita de espionagem, monitoramento clandestino de pessoas e obtenção ilegal de dados protegidos por sigilo bancário e telefônico. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão.
A ação faz parte da segunda fase da Operação Rejeito/Contra Sabotagem, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de tentar dificultar investigações e influenciar processos judiciais relacionados a operações anteriores.
Segundo as investigações, o grupo teria contratado uma empresa para realizar atividades de espionagem contra pessoas consideradas de interesse da organização, incluindo autoridades públicas e particulares. Os investigadores apontam que eram utilizados métodos como vigilância presencial, dispositivos de rastreamento, registros fotográficos e obtenção indevida de informações pessoais e sensíveis.
Entre os casos apurados está o acesso a dados de um juiz federal responsável por um processo envolvendo uma empresa ligada aos investigados. Conforme a apuração, integrantes do grupo teriam tentado se aproximar de um familiar do magistrado que atua na área jurídica, em uma suposta tentativa de influência indevida.
As investigações também apontam que o grupo buscou contato com autoridades públicas para fins considerados ilícitos. Outro ponto investigado é a tentativa de contratação de falsas operações policiais, conhecidas como blitz simuladas.
Os investigadores identificaram ainda ofertas para obtenção ilegal de informações protegidas por sigilo bancário e telefônico, inclusive com valores previamente definidos para a venda dos dados. Há também indícios de acesso irregular a sistemas restritos de órgãos de segurança pública.
Além das prisões e buscas, a Justiça Federal determinou a suspensão das atividades das empresas envolvidas no caso. Os suspeitos poderão responder por crimes como embaraço à investigação de organização criminosa e violação de sigilos bancário e telefônico. Somadas, as penas previstas podem ultrapassar 16 anos de prisão.
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