INVESTIGAÇÃO

PM diz que tomou providências após denúncias contra sargento e aguarda decisão da Justiça

Porta-voz da corporação explicou que militar foi autor de ocorrências por violência doméstica e embriaguez ao volante, além de ter sido reintegrado à polícia por decisão judicial

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 22/07/2026 às 13:19.Atualizado em 22/07/2026 às 13:56.

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) afirmou nesta quarta-feira (22) que adotou todas as medidas previstas em lei diante dos registros anteriores de violência doméstica envolvendo o sargento de 37 anos, preso preventivamente pela morte da esposa, que era capitã da corporação. A declaração foi dada durante o velório da oficial, em uma funerária no bairro São Cristóvão, na região Noroeste de Belo Horizonte.

Segundo o capitão Rafael Veríssimo, porta-voz da corporação, o militar figurou como autor em três boletins de ocorrência. “O sargento tinha três boletins de ocorrência nos quais figurou como autor. Um em 2014, quando ele ainda não estava nas fileiras da instituição, e outro em 2016, após reingressar na corporação. A Polícia Militar tomou todas as providências cabíveis. Os boletins foram lavrados e todas as informações foram repassadas para a persecução penal pelos órgãos competentes", detalhou o militar.

Veríssimo explicou ainda que o policial chegou a ser desligado da corporação durante o processo de formação inicial. “No momento em que ingressou na instituição, ele foi submetido a um processo administrativo por meio do qual foi exonerado, porque ficou comprovado que omitiu, na ficha de ingresso, ter sido apreendido quando adolescente por porte ilegal de arma de fogo.” Segundo o porta-voz, o sargento retornou à Polícia Militar em 2015 por determinação da Justiça.

Exclusão depende de conclusão do processo

O porta-voz detalhou que o policial permanecerá custodiado no sistema prisional militar enquanto responde às apurações. “Agora ele está preso no sistema prisional militar, após a audiência de custódia ter convertido a prisão em flagrante em preventiva. Ele vai aguardar esse processo de investigação com a liberdade cerceada.”

A PMMG destacou que uma eventual exclusão do militar da corporação dependerá da conclusão dos processos criminal e administrativo. “Os atos que um policial militar comete, sobretudo em relação a atos criminais como esse, caso comprovados após o devido processo legal, vão repercutir também na esfera administrativa, podendo resultar na exclusão da corporação.”

O sargento é investigado por feminicídio após levar a esposa sem vida ao Hospital Odilon Behrens. A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte e a conclusão do inquérito é aguardada para os próximos dias.

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