PM lança pelotão de drones com reconhecimento facial e alertas sonoros em Minas
Equipamentos de alta tecnologia passam a integrar o policiamento diário das áreas urbanas e rurais de forma contínua

Um novo pelotão especializado no uso de drones equipados com reconhecimento facial e sistemas de emissão de alertas sonoros passa a reforçar o policiamento preventivo e repressivo da Polícia Militar (PMMG). As aeronaves remotamente pilotadas, antes restritas a grandes eventos e ações específicas, agora integram a rotina diária da corporação no Estado. O lançamento da unidade ocorreu nesta sexta-feira (22), na Praça da Liberdade, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Atualmente, a PM possui mais de 500 drones em operação em território mineiro, e a previsão é expandir essa frota até o fim do ano. De acordo com o comandante-geral da corporação, coronel Carlos Frederico Otoni, novas unidades com tecnologia mais avançada devem ser incorporadas nos próximos dias para dobrar a capacidade atual.
“Estamos investindo em muito mais equipamentos. Pretendemos dobrar esse número. Só na semana que vem nós estamos recebendo equipamentos mais modernos, na ordem de 150 drones”, afirmou o comandante-geral.
O Pelotão Ostensivo de Drones transmitirá imagens em tempo real para as centrais de videomonitoramento, auxiliando na identificação de suspeitos, rastreamento de veículos furtados e localização de indivíduos com mandados de prisão em aberto. O principal avanço da medida é que os equipamentos deixam de atuar apenas de forma pontual e passam a compor o policiamento ordinário.
“Hoje, a inauguração do pelotão é para o policiamento ordinário, esse policiamento que acontece 24 horas. O drone irá atuar não só na área urbana, mas também no patrulhamento rural”, disse o coronel. Os novos modelos contam com sistemas de rastreio automático que acompanham alvos de forma autônoma. “Estamos recebendo equipamentos modernos que, por exemplo, se você focar em um veículo suspeito, esse drone vai acompanhar esse veículo através da câmera”, explicou.
Reconhecimento facial e alertas sonoros
Os drones contam com softwares capazes de realizar o reconhecimento facial de foragidos da Justiça durante os voos de patrulhamento. Assim que o sistema identifica uma pessoa procurada, a central direciona a equipe mais próxima para efetuar a abordagem.
“Durante esse patrulhamento realizado pelo equipamento, ele pode identificar pessoas com mandado de prisão em aberto e direcionar a viatura mais próxima para que haja a captura desse indivíduo”, detalhou o comandante-geral. Outra ferramenta disponível é o alto-falante integrado para a emissão de alertas e comunicados sonoros em operações policiais e ações de prevenção.
Formação técnica reúne mais de 1,5 mil militares
A operação dos equipamentos é realizada por policiais treinados. Segundo o primeiro-tenente Rodrigo Bertini Glória, comandante do Esquadrão Harpia — unidade responsável pelas aeronaves remotamente pilotadas —, mais de 1,5 mil militares passaram por capacitação específica.
“Esse curso tem uma carga horária de ensino à distância, onde o pessoal estuda bastante a legislação. Existem normas que regulam o emprego dessas aeronaves remotamente pilotadas em serviço”, afirmou o primeiro-tenente.
Após a etapa teórica, os militares participam de instruções presenciais e práticas de voo. “O policial aprende a operar o drone com segurança. Nos preocupamos muito com a segurança de voo, com a segurança das pessoas no solo e em potencializar cada vez mais o emprego desse recurso”, concluiu o comandante do esquadrão.
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