PM promete acionar MP e aplicar punições contra Galoucura caso torcida não resolva crise interna
Maior organizada do Atlético suspendeu eleições e afastou quatro subsedes após briga entre integrantes em agosto

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) pode acionar o Ministério Público (MP) para aplicar punições à Galoucura caso a torcida organizada do Atlético não consiga resolver os conflitos internos que provocaram episódios de violência nas últimas semanas.
A afirmação foi feita pelo comandante do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), tenente-coronel Henrique Nunes, nesta segunda-feira (24), véspera do clássico entre Cruzeiro e Atlético pelas quartas de final da Copa do Brasil. O jogo de ida será disputado nesta terça-feira (25), no Mineirão, enquanto a volta está marcada para a próxima terça (1º), na Arena MRV.
“Se insistirem em continuar a não resolver os problemas internos entre eles mesmos, iremos atuar juntamente com o Ministério Público para poder aplicar as punições necessárias à torcida”, declarou.
A maior torcida organizada ligada ao Atlético vive uma crise interna em meio ao processo eleitoral da entidade. No último dia 16, uma briga envolvendo integrantes da Galoucura foi registrada dentro e nos arredores da Arena MRV, durante e após a partida em que o Galo venceu o Grêmio por 3 a 0.
Segundo Henrique Nunes, a PM acompanha a situação e já alertou a torcida sobre os conflitos. “Existe sim um problema na maior torcida organizada do Atlético Mineiro e realmente há um racha interno entre a administração. A PM vem acompanhando essa situação e alertamos a organizada em relação a isso”, afirmou.
O Hoje em Dia entrou em contato com a Galoucura e aguarda retorno. O espaço segue aberto para um posicionamento.
Galoucura suspende eleições
Após a briga entre integrantes nos arredores da Arena MRV, a Galoucura anunciou na última sexta-feira (21) a suspensão, por tempo indeterminado, do processo eleitoral interno. A torcida informou que qualquer decisão sobre a retomada das eleições será comunicada oficialmente pela presidência.
A organizada também anunciou o afastamento das subsedes de Betim, Ribeirão das Neves, Norte e Vespasiano. De acordo com a Galoucura, as quatro regionais estão proibidas de utilizar o nome, a marca e a identidade da torcida, além de produzir ou comercializar materiais que façam referência à entidade.
“A Galoucura possui uma história construída ao longo de décadas, e nenhuma região, liderança ou integrante está acima dos valores e das diretrizes da instituição. Esperamos que este período sirva para reflexão e para que, no momento adequado, as condições necessárias para o retorno sejam novamente avaliadas”, afirmou a organizada em nota divulgada nas redes sociais.
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