Operação Tá Entregue

Polícia aguarda donos de 408 celulares recuperados em Minas após furtos, roubos ou extravios

Polícia Civil já recuperou 1,7 mil aparelhos desde o fim de 2024 e alerta vítimas sobre mensagens oficiais do programa Tá Entregue

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 21/05/2026 às 14:43.Atualizado em 21/05/2026 às 15:26.
Polícia Civil afirma que mais de 400 celulares recuperados ainda aguardam retirada pelos proprietários em Belo Horizonte (PCMG/Divulgação)
Polícia Civil afirma que mais de 400 celulares recuperados ainda aguardam retirada pelos proprietários em Belo Horizonte (PCMG/Divulgação)

Donos de 408 celulares recuperados em Minas após furtos, roubos ou extravios são aguardados pela Polícia Civil (PC). Mesmo após a identificação das vítimas e o envio de intimações, os telefones ainda não foram retirados. Segundo a PC, os aparelhos fazem parte do programa Tá Entregue, que já recuperou 1.714 celulares desde o fim de 2024.

O balanço foi apresentado nesta terça-feira (19) pela Polícia Civil, que reforçou o alerta para que vítimas consultem o site oficial da instituição e verifiquem se possuem algum aparelho disponível para restituição.

Segundo o chefe do 1º Departamento da Polícia Civil em Belo Horizonte, delegado-geral Rômulo Dias, a corporação já entrou em contato com os proprietários por telefone e mensagens. “Vale frisar que nessa intimação, a PCMG não pede confirmação de dados, não pede pagamento de qualquer espécie. A intimação simplesmente comunica a quem registrou um boletim de ocorrência anterior que o aparelho está pronto para ser devolvido”, explicou o delegado.

O programa Tá Entregue foi criado para acelerar a recuperação e devolução de celulares furtados, roubados ou perdidos. A investigação começa a partir do registro do boletim de ocorrência com o número do IMEI, código único que funciona como uma espécie de “chassi” do aparelho. Com essas informações, a PCMG rastreia os celulares e identifica quem está utilizando os dispositivos.

A polícia diz que, durante as investigações, também mapeia a cadeia de circulação dos aparelhos, desde o furto até a revenda em lojas, sites, shoppings populares ou trocas entre particulares. Segundo Rômulo Dias, operações já foram realizadas em centros comerciais de Belo Horizonte, com apreensão de aparelhos, equipamentos usados para desbloqueio ilegal e prisões em flagrante.

A corporação também fez um alerta sobre o endurecimento da legislação envolvendo celulares roubados e furtados. Segundo o delegado, as penas para furto, roubo e receptação de aparelhos foram ampliadas recentemente. “Se você estiver portando um celular que tenha queixa de furto, você vai estar em tese no crime de receptação e não cabe fiança”, afirmou.

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