Inquérito concluído

Polícia Civil descarta crime de caminhoneiro em acidente que matou repórter e cinegrafista da Band

Investigação aponta ausência de crime por parte do caminhoneiro e extingue punibilidade devido à morte do cinegrafista, que era quem conduzia o veículo da emissora de TV

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 09/06/2026 às 11:27.Atualizado em 09/06/2026 às 15:49.
Rodrigo Lapa era cinegrafista e Alice Ribeiro, repórter (Reprodução/Redes sociais)
Rodrigo Lapa era cinegrafista e Alice Ribeiro, repórter (Reprodução/Redes sociais)

As mortes da repórter Alice Ribeiro e do cinegrafista Rodrigo Lapa,  em decorrência de acidente ocorrido na BR-381 no dia 15 de abril deste ano, tiveram a investigação finalizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e divulgada nesta terça-feira (9). De acordo com as apurações conduzidas pela instituição, não foram encontrados indícios ou elementos técnicos que pudessem apontar qualquer tipo de responsabilidade criminal em face do motorista do caminhão envolvido na batida.

O trágico episódio aconteceu na altura do quilômetro 437 da rodovia federal, no município de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A jornalista tinha 35 anos e o cinegrafista, que conduzia o automóvel da equipe no momento da colisão, tinha 49 anos.

A PCMG informou que, ao longo do processo investigativo, foram realizadas diversas diligências de campo e confeccionados laudos periciais detalhados sobre as condições do local e a dinâmica dos veículos. A análise minuciosa de toda a cena e dos dados coletados descartou a culpa do condutor do veículo de carga.

A polícia confirmou ainda que o inquérito foi encerrado sem o indiciamento de nenhum dos envolvidos. O motivo legal para o arquivamento das suspeitas foi a extinção da punibilidade do condutor do carro, uma medida jurídica automática decorrente do falecimento do próprio motorista que operava o automóvel da imprensa.

Todo o procedimento investigatório, contendo os relatórios finais e as perícias de trânsito, foi formalmente relatado e remetido à Justiça no decorrer do mês de maio.

Com a conclusão dos trabalhos por parte da delegacia especializada responsável e o envio dos documentos ao fórum competente, a Polícia Civil ressaltou que eventuais novos desdobramentos ou solicitações de consulta aos autos agora devem ser direcionados diretamente ao Poder Judiciário.

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