Polícia investiga morte de menino de 1 ano com sinais de maus-tratos em BH
Menino chegou sem vida à UPA Oeste levado pelo padrasto; exames no IML devem apontar as causas das lesões e do óbito
A Polícia Civil iniciou uma investigação sobre a morte de um menino de 1 ano e 8 meses, ocorrida na noite de terça-feira (7), sob suspeita de maus-tratos e violência. A criança foi levada pelo padrasto, de 32 anos, a uma base da Polícia Militar no Anel Rodoviário, na altura do bairro das Indústrias II, em Belo Horizonte, com a alegação de que estaria engasgada.
Militares realizaram manobras de primeiros socorros durante o trajeto até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, no bairro Alto Barroca, mas a equipe médica constatou que o menino já chegou ao local sem vida. A avaliação preliminar indicou que a morte teria ocorrido cerca de uma hora antes da chegada à unidade. Além do óbito, os médicos identificaram hematomas no rosto, sangramento no nariz e lesões na região das nádegas.
Em depoimento, o padrasto relatou que estava responsável pelos enteados enquanto a mãe das crianças permanecia internada em uma maternidade para um novo parto. Segundo a versão do homem, ele se ausentou de casa por algumas horas e, ao retornar, por volta das 22h, teria encontrado o enteado passando mal. Ele pediu ajuda a uma vizinha para levar o menino até a polícia.
O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para passar por exames periciais que vão determinar a causa exata da morte. O padrasto chegou a passar mal na UPA, recebeu atendimento médico e foi liberado.
Investigação
Em nota, a PCMG informou que o óbito foi atestado na unidade de atendimento médico, sendo o corpo encaminhado ao IML para necropsia. Ainda segundo a corporação, o padrasto da criança foi conduzido à delegacia, onde foi ouvido, liberado e segue sendo investigado.
"A PCMG instaurou Inquérito Policial para a devida apuração do caso e a instituição aguarda a conclusão de laudo pericial que possa atestar as circunstâncias e a causa da morte", detalhou.