Polícia investiga se excesso de peso pode ter causado queda de avião em BH
Fabricado em 1979, aeronave tem capacidade para até cinco passageiros, além do piloto, e peso máximo de decolagem de 1.633 quilos

A Polícia Civil (PC) segue investigando as causas e circunstâncias da queda de um avião de pequeno porte na rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, região Nordeste de Belo Horizonte, na última segunda-feira (4). Nesta quarta-feira (6), a corporação informou que uma das linhas da investigação é o suposto excesso de peso da aeronave.
“A PCMG realiza diversas diligências, dentre elas oitivas de testemunhas, exames periciais e análise de imagens do acidente. Uma das linhas investigativas abordadas, com o apoio do Cenipa, é o suposto excesso de peso da aeronave”, escreveu a corporação em nota.
Segundo registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979, com capacidade para até cinco passageiros, além do piloto, e peso máximo de decolagem de 1.633 quilos.
De acordo com a Anac, o avião não possuía autorização para operação como táxi aéreo, o que impede o uso para transporte comercial de passageiros ou cargas mediante pagamento. O modelo é conhecido como “sertanejo”.
Dinâmica do acidente
O avião havia saído de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com seis pessoas a bordo. Após pousar no Aeroporto da Pampulha, dois ocupantes desembarcaram e um embarcou. Em seguida, a aeronave decolou novamente com cinco pessoas, incluindo o piloto, com destino a São Paulo.
Os passageiros do voo eram sócios da empresa Uaitag, que atua no setor de tecnologia e cartões. Não há detalhamento sobre as pessoas que deixaram a aeronave antes da decolagem final.
A queda ocorreu no estacionamento de um prédio residencial. Antes do acidente, o piloto informou à torre de controle do Aeroporto da Pampulha que enfrentava dificuldades durante a decolagem.
Mortos e feridos
O empresário Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos, foi a terceira vítima do acidente com um avião monomotor que atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, no início da tarde de segunda-feira (4). Ele morreu à noite, após não resistir aos ferimentos, e o óbito foi confirmado pelo Hospital João XXIII.
Leonardo havia sido resgatado com vida e estava internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Outras duas mortes foram confirmadas no local da queda: o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, e o empresário Fernando Moreira Souto, de 36, filho do prefeito de Jequitinhonha.
Ao todo, três ocupantes da aeronave foram socorridos com vida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), incluindo Leonardo. Também foram resgatados Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53.
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