Polícia pede prisão cautelar de suspeito que confessou triplo homicídio em padaria na Grande BH
Homem de 30 anos foi preso em Belo Horizonte e admitiu autoria do crime ocorrido em Ribeirão das Neves

A Polícia Civil (PC) solicitou, nesta quarta-feira (11), a prisão cautelar do homem de 30 anos, apontado como o autor dos disparos que mataram três mulheres em uma padaria de Ribeirão das Neves. O suspeito foi detido em flagrante por posse ilegal de arma de fogo no bairro Céu Azul, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Ele confessou ter cometido o triplo homicídio.
Durante a diligência, os policiais localizaram na residência do suspeito a arma que teria sido utilizada no ataque, além de um capacete. Uma jovem de 19 anos, que sobreviveu à tentativa de homicídio, reconheceu o acessório e confirmou a identificação do homem à polícia. Além do crime na padaria, Magno também é investigado por outra tentativa de assassinato em uma oficina na Grande BH.
Relembre o caso
O crime ocorreu na quarta-feira (4), quando um homem chegou em uma motocicleta ao estabelecimento comercial, desceu do veículo e efetuou diversos disparos ainda utilizando o capacete. O ataque resultou na morte de:
- Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos (morreu no local).
- Ione Ferreira Costa, de 56 anos (morreu no local).
- Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos (faleceu no hospital no dia seguinte).
A irmã de Emanuely, testemunha ocular do crime, relatou ter implorado por sua vida e sido poupada pelo atirador. Inicialmente, populares apontaram o ex-namorado de Nathielly como possível autor, o que levou à apreensão de um adolescente.
Desdobramentos sobre o adolescente apreendido
Com a prisão e confissão de Magno Ribeiro da Silva, a defesa do adolescente anteriormente apreendido classificou o episódio como o “maior erro judiciário de Minas Gerais”. A Polícia Civil comunicou a Vara da Infância sobre a nova prisão para que o órgão decida sobre a situação do jovem, que permanecia detido até o fechamento desta reportagem. A mãe do adolescente já havia declarado anteriormente possuir provas de que o filho estava em casa no momento do ataque.