Prédio não possuía alvará de construção válido para novas obras, diz prefeitura
De acordo com Álvaro Damião (União Brasil), licença “pouco importa” neste momento, mas investigações serão realizadas

O imóvel que desabou na madrugada desta quinta-feira (5), na região Noroeste de Belo Horizonte, não possuía alvará de construção válido para novas obras. A informação foi confirmada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).
Em visita ao local, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil), disse que a licença “pouco importa” neste momento, mas investigações serão realizadas após as buscas pelas quatro vítimas que seguem soterradas.
Ainda conforme o prefeito, a PBH busca neste primeiro momento minimizar o sofrimento dos familiares. “As pessoas foram pegas de surpresa, dormindo, pelo horário que aconteceu. Nossa intenção é dar apoio para as pessoas que estão vivendo esse momento. O que mais importa agora é apoiar as famílias daqueles que perderam seus parentes e mostrar que a prefeitura está à disposição para minimizar o sofrimento”, ressaltou o prefeito.
Segundo a Defesa Civil, a tragédia pode ter ocorrido devido a uma falha estrutural. "Não estamos associando o desabamento à chuva e nem a risco geológico. Não tem terreno, não tem encosta e não há indícios de movimentação de solo. Então, a gente caminha para o que a gente chama de risco construtivo ou associado provavelmente a uma ação humana", disse o subsecretário de Proteção e Defesa Civil.
Nesta tarde, os Bombeiros divulgaram que seis vítimas do desabamento do imóvel estariam em três suítes que ainda não foram acessadas pelos militares.
O imóvel, localizado na rua Soldado Mário Neto, abrigava a Casa de Repouso Pró-Vida e ruiu por volta de 1h30 desta quinta. Além do lar de idosos, o local tinha ainda uma academia, um espaço de bronzeamento e uma residência. O prédio possuía três andares, além de um subsolo.
Vizinhança em luto
A confeiteira Adriana Soares, de 50 anos, mora no bairro há 20 anos e diz que nunca presenciou uma tragédia assim. Segundo ela, toda a comunidade “está sofrendo”. A vizinha conta que conhecia inúmeras pessoas que trabalhavam, treinavam e moravam no imóvel. O prédio, de três andares e um subsolo, abrigava um lar de idosos, uma academia, um espaço de bronzeamento e uma residência.
“Sou ministra da eucaristia da Igreja Católica e todos os sábados a gente vem trazer comunhão para os idosos. Inclusive semana passada, estive aqui com meu marido trazendo comunhão para eles. Todo mundo é família, a maioria se conhece há muito tempo, por isso estamos em choque”, destaca.