TRAGÉDIA

Prédio não possuía alvará de construção válido para novas obras, diz prefeitura

De acordo com Álvaro Damião (União Brasil), licença “pouco importa” neste momento, mas investigações serão realizadas

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 05/03/2026 às 17:53.Atualizado em 05/03/2026 às 20:36.
Álvaro Damião afirmou que as investigações serão realizadas após as buscas. Segundo o prefeito, a PBH busca minimizar o sofrimento dos familiares. (Maurício Vieira / Hoje em Dia)
Álvaro Damião afirmou que as investigações serão realizadas após as buscas. Segundo o prefeito, a PBH busca minimizar o sofrimento dos familiares. (Maurício Vieira / Hoje em Dia)

O imóvel que desabou na madrugada desta quinta-feira (5), na região Noroeste de Belo Horizonte, não possuía alvará de construção válido para novas obras. A informação foi confirmada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). 

Em visita ao local, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil), disse que a licença “pouco importa” neste momento, mas investigações serão realizadas após as buscas pelas quatro vítimas que seguem soterradas. 

Ainda conforme o prefeito, a PBH busca neste primeiro momento minimizar o sofrimento dos familiares. “As pessoas foram pegas de surpresa, dormindo, pelo horário que aconteceu. Nossa intenção é dar apoio para as pessoas que estão vivendo esse momento. O que mais importa agora é apoiar as famílias daqueles que perderam seus parentes e mostrar que a prefeitura está à disposição para minimizar o sofrimento”, ressaltou o prefeito. 

Segundo a Defesa Civil, a tragédia pode ter ocorrido devido a uma falha estrutural. "Não estamos associando o desabamento à chuva e nem a risco geológico. Não tem terreno, não tem encosta e não há indícios de movimentação de solo. Então, a gente caminha para o que a gente chama de risco construtivo ou associado provavelmente a uma ação humana", disse o subsecretário de Proteção e Defesa Civil.

Nesta tarde, os Bombeiros divulgaram que seis vítimas do desabamento do imóvel estariam em três suítes que ainda não foram acessadas pelos militares.

O imóvel, localizado na rua Soldado Mário Neto, abrigava a Casa de Repouso Pró-Vida e ruiu por volta de 1h30 desta quinta. Além do lar de idosos, o local tinha ainda uma academia, um espaço de bronzeamento e uma residência. O prédio possuía três andares, além de um subsolo.

Vizinhança em luto

A confeiteira Adriana Soares, de 50 anos, mora no bairro há 20 anos e diz que nunca presenciou uma tragédia assim. Segundo ela, toda a comunidade “está sofrendo”. A vizinha conta que conhecia inúmeras pessoas que trabalhavam, treinavam e moravam no imóvel. O prédio, de três andares e um subsolo, abrigava um lar de idosos, uma academia, um espaço de bronzeamento e uma residência. 

“Sou ministra da eucaristia da Igreja Católica e todos os sábados a gente vem trazer comunhão para os idosos. Inclusive semana passada,  estive aqui com meu marido trazendo comunhão para eles. Todo mundo é família, a maioria se conhece há muito tempo, por isso estamos em choque”, destaca.

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