Medida imediata

Prefeitura de Congonhas suspende alvará da Vale após vazamento de mina

Segundo o secretário do Meio Ambiente da cidade, retorno das atividades só deve acontecer após compensação ambiental

Leandro Alves*
@leandroalves04
Publicado em 26/01/2026 às 19:49.Atualizado em 26/01/2026 às 20:14.
Prefeito Anderson Costa Cabido e o secretário de Meio Ambiente João Luís Lobo (Reprodução)
Prefeito Anderson Costa Cabido e o secretário de Meio Ambiente João Luís Lobo (Reprodução)

A prefeitura de Congonhas determinou a suspensão imediata dos alvarás de funcionamento da Vale na cidade. A decisão foi tomada após extravasamento ocorrido em uma mina da empresa. Não houve vítimas, mas o episódio causou danos ambientais, já que o Rio Maranhão foi atingido.
 
De acordo com o secretário do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Congonhas, João Luis Lobo, o retorno das atividades só deve ocorrer após medidas de compensação ambiental. “Nós já percebemos que a água se tornou muito mais turva”, afirma o secretário.

De acordo com o prefeito da cidade, Anderson Costa Cabido (PSB), a Vale alegou que o excesso de chuvas levou ao extravasamento. O político ainda afirmou que o dano ambiental sofrido é grande e “nunca antes visto em Congonhas”.

A Vale não se pronunciou sobre a suspensão dos alvarás. Mais cedo, a mineradora informou que: “os extravasamentos de água foram contidos e que as causas estão sendo apuradas”. Conforme a empresa, as situações não têm relação com as barragens na região, que "seguem sem alterações nas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana".

A Vale também informou que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra). A empresa diz que realiza "periodicamente" ações preventivas de inspeção e manutenção das estruturas, "que são seguras".

*Estagiário, sob supervisão de Renato Fonseca

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