Primeiras da fila, mulheres percebem semelhança física apesar de diferenças políticas
Karine, de 49 anos, e Cleia, de 77, se conheceram enquanto aguardavam a abertura dos portões para votação na PUC do Coração Eucarístico, na região Noroeste de Belo Horizonte. As duas chegaram às 6h30.

Seis e meia da manhã. Foi esse o horário em que Karine Fraga, de 49 anos, e Cleia Alves de Sá, de 77, chegaram para votar neste domingo (4) na PUC do Coração Eucarístico, na região Noroeste de Belo Horizonte. Primeiras da fila formada em frente ao colégio eleitoral, as duas começaram a conversar enquanto aguardavam a abertura dos portões.
Cuidadora de idosas, Karine logo percebeu uma semelhança física entre ela e Cleia, aposentada, e passou a chamá-la de mãe. “Eu tenho os seus olhos, mas os meus são comprados”, diz Karine a Cleia.
Questionada sobre a sombra verde usada sobre os olhos, da mesma cor, Karine responde: “É pra mostrar que eu não sou do mesmo lado que a mamãe petista.”
Cleia, que durante toda a vida levantou cedo e, por isso, chegou ao colégio eleitoral com antecedência, conta que está um tanto desanimada com as eleições. “(O voto) é importante, mas não tem candidato bom. O (Flávio) Bolsonaro, pelo amor de Deus!”, diz.
Diante da declaração da nova amiga, Karine reforça que, para ela, “mãe e filha”, mesmo que de brincadeira, não podem brigar por causa de política.
“Para que brigar por eles que estão lá no alto e ganhando bem. A gente tá aqui lascado”, afirma. “Amizade é muito mais do que política, então vamos ser conscientes e manter as amizades independentemente das escolhas", finalizou.
*Estágiária sob supervisão de Angel Drumond
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