
Professores concursados da rede municipal de Belo Horizonte entraram em greve nesta segunda-feira (27). O início da paralisação foi oficializado em uma manifestação realizada na Avenida Afonso Pena, na região Centro-Sul da capital. Os docentes reivindicam melhores condições salariais, além de investimentos na estrutura das instituições de ensino.
Segundo o sindicato da categoria (Sind-Rede/BH), os professores ainda enfrentam sobrecarga de trabalho e improvisos. Conforme a entidade, duas reuniões foram realizadas com representantes das secretarias de Planejamento (SMPog) e de Educação (SMED).
“Depois de muita insistência, foram nomeados 400 professores. Nossa análise mostra que o número não é suficiente, mas a Educação não informa quantas vagas abertas ainda existem, nem onde estão localizadas”, informou a diretoria do sindicato.
O que diz a PBH?
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) declarou que há um acordo vigente firmado com a categoria no ano passado, com compromissos de garantia da recomposição salarial pela inflação em 2026. “A greve se inicia, portanto, mesmo havendo um acordo”, afirmou o Executivo municipal.
De acordo com a PBH, algumas medidas já foram implementadas:
- Instituição de data-base para reajuste salarial;
- Criação de duas novas progressões por escolaridade, com ganho de até 10,25% na carreira;
- Concessão de ajuda de custo para alimentação no valor de R$ 412,50 mensais para professores com jornada diária de 4,5 horas;
- Aumento superior a 58% no vale-refeição para jornadas de 40 horas ou em regime de dobra, passando a R$ 60 por dia;
- Reajuste superior a 30% para bibliotecários plenos e de 7,6% para assistentes administrativos educacionais;
- Criação de benefício cultural para aposentados;
- Garantia de reajuste de 2,40% em janeiro de 2026, conforme legislação vigente;
- Compromisso de recomposição da inflação na data-base de maio de 2026.
O município informou ainda que a SMED respeita o direito à livre manifestação.
*Estagiário, sob a supervisão de Angel Drumond
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