Saúde

Profissionais do Samu fazem novo protesto nesta sexta contra redução de equipe em BH

Categoria alerta para riscos no atendimento após decisão da prefeitura de diminuir número de técnicos em ambulâncias

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 24/04/2026 às 08:15.Atualizado em 24/04/2026 às 11:44.
 (Willian Augusto/Divulgação)
(Willian Augusto/Divulgação)

Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Belo Horizonte realizaram, nesta sexta-feira (24), a quarta manifestação em frente ao Hospital João XXIII. O grupo protesta contra a decisão da administração municipal de reduzir o número de técnicos de enfermagem nas Unidades de Suporte Básico (USB). Segundo os trabalhadores, a medida configura um "desmonte" do serviço e coloca em risco a segurança de pacientes e socorristas.

O movimento, que completa uma semana, denuncia a ausência de diálogo com a Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com a representante da categoria, Érica Santos, a proposta prevê que as ambulâncias passem a operar com apenas um técnico de enfermagem em vez de dois, o que não atenderia à complexidade das ocorrências na capital. O grupo estima que a medida possa reduzir o quadro em cerca de 180 profissionais e buscou apoio federal junto à Presidência da República para tentar barrar a mudança.

Os trabalhadores lançaram uma petição pública online para mobilizar a sociedade, destacando que o corte de efetivo pode sobrecarregar o sistema de saúde, especialmente em áreas vulneráveis. Durante o ato, foi relembrada a atuação estratégica das equipes em grandes tragédias, como o rompimento da barragem em Brumadinho, para reforçar a necessidade de manutenção do atual contingente.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) informou que 34 profissionais contratados temporariamente durante a pandemia de covid-19 terão seus vínculos encerrados em 1º de maio, sem renovação. A pasta garantiu que as escalas serão reorganizadas para manter a assistência e que não haverá redução no número de ambulâncias em circulação.

A administração municipal ressaltou ainda que a Portaria nº 2.028/2002 estabelece como equipe mínima para unidades de suporte básico um condutor e um técnico de enfermagem. Segundo a prefeitura, este modelo já é adotado em outras cidades brasileiras e passará a ser o padrão utilizado em Belo Horizonte.

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