A qualidade das rodovias federais e estaduais que cortam Minas Gerais piorou no último ano. Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (07) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o percentual de estradas analisadas em condições ótimas caiu de 7,6% para 4% do total analisado, na comparação entre o levantamento de 2016 e o de 2017.
Para fazer o levantamento, foram avaliados 10.526 quilômetros de rodovias mineiras, das quais 70% foram avaliadas como regulares, ruins ou péssimas. Foram levadas em consideração as condições do pavimento, sinalização e geometria da via.
O resultado da má conservação das vias é aumento dos custos logísticos e um gasto bilionário com acidentes. Em todo Brasil, apenas em 2016, foram gastos R$ 10,88bilhões em função dos acidentes. Além disso, o custo logístico teve um aumento passando para 27%. No ano anterior, era 24,9%.
Para o diretor executivo da CNT, Bruno Batista, o país precisa investir mais na malha rodoviária se quiser melhorar os indicadores econômicos. Neste ano, até outubro, o governo federal investiu R$ 5 bilhões nas estradas. Mas, conforme a pesquisa, para apenas reduzir os danos levantados pela CNT, seria necessário um aporte da ordem de R$ 293,8 bilhões.