envasados clandestinamente

Quase 2 mil litros de bebidas adulteradas são apreendidos em lojas da Grande BH

Fiscalização percorreu 29 pontos, incluindo o Mercado Central; produtos apresentavam desde falta de registro até riscos graves à saúde por falsificação

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 06/05/2026 às 12:52.Atualizado em 06/05/2026 às 12:54.
 (Maurício Vieira/Ascom Sejusp MG)
(Maurício Vieira/Ascom Sejusp MG)

Uma força-tarefa composta por órgãos de segurança e fiscalização retirou de circulação 1.633 litros de bebidas alcoólicas irregulares em Belo Horizonte e região metropolitana durante o mês de abril. O balanço revela que bares, galpões e até lojas em pontos turísticos tradicionais comercializavam produtos sem registro, falsificados ou envasados clandestinamente.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas (Sejusp-MG), 1.705 unidades (entre garrafas, barris e galões) foram inutilizadas após as vistorias em 29 estabelecimentos. Nove autos de infração e cinco termos de interdição cautelar foram lavrados. 

Entre os locais fiscalizados, estavam lojas do Mercado Central, ponto turístico da cidade, que abrigava bebidas adulteradas. Um dos alvos que também chamou a atenção das equipes foi um depósito de armazenamento que já havia sido fiscalizado na fase anterior da operação e, mesmo assim, voltou a apresentar irregularidades.

Segundo o superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Bernardo Naves, a operação tem como objetivo combater crimes que vão desde o descaminho e contrabando até a adulteração direta do líquido, que pode conter substâncias altamente tóxicas.

“A operação busca coibir a produção e venda de bebidas alcoólicas fruto de crime. Sejam crimes de falsificação da bebida, adulteração daquele líquido que é vendido, seja um crime de contrabando, descaminho, envasamento, qualquer irregularidade”, destaca. 

Além disso, as forças de segurança registraram casos de combustíveis sendo envasados como se fossem bebidas alcoólicas para baratear custos e enganar o comprador. "O nível dos estabelecimentos em Minas é excelente, mas o consumidor precisa ficar atento ao aspecto da garrafa e dos rótulos. Existem sinais básicos que ajudam a identificar se o produto é legalizado", pontua o superintendente.

De acordo com o capitão Rafael Veríssimo, porta-voz da Polícia Militar, os alvos desta etapa foram prioritariamente estabelecimentos varejistas e atacadistas legalizados, e não apenas locais clandestinos. "Foram fiscalizados 29 estabelecimentos e apreendidos quase 2 mil litros de bebidas adulteradas. Embora sejam comércios com alvará, neles foram localizadas bebidas impróprias para o consumo".

Além da questão da saúde pública, a operação investiga a ligação dessas irregularidades com o crime organizado. “Há a suspeita de estabelecimentos comerciais ilegais, sendo ali braços do tráfico de drogas, que utilizam de lavagem de dinheiro”, completou o porta-voz. 

O Hoje em Dia entrou em contato com o Mercado Central e aguarda retorno. 

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