Cláudio e Clotilde

Saiba quem era o casal de idosos assassinado em apartamento na zona Sul de BH

Advogado atuante e ex-empresária eram conhecidos pela rotina ativa, viagens em família e forte ligação com o trabalho

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 01/07/2026 às 10:08.Atualizado em 01/07/2026 às 10:13.
 (Redes Sociais/Reprodução)
(Redes Sociais/Reprodução)

O casal de idosos assassinado a facadas em um apartamento no bairro São Pedro, na região centro-sul de Belo Horizonte, era conhecido pela rotina ativa, viagens em família e forte ligação com o trabalho. Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, foram descritos por familiares como pessoas cheias de vida, que gostavam de conhecer o mundo e compartilhar momentos felizes com parentes e amigos nas redes sociais.

Cláudio era advogado atuante, pós-graduado em Direito Empresarial pela PUC Minas e sócio-fundador do escritório Atala Inácio Advogados Associados, localizado na rua dos Timbiras, na capital mineira. Conforme dados da Ordem dos Advogados do Brasil seccional de Minas Gerais (OAB-MG), ele concentrava o trabalho principalmente nas áreas trabalhista e empresarial. Foi a ausência de Cláudio no escritório na terça-feira (30) que acendeu o alerta da família, levando o filho do casal a ir até o imóvel na rua Padre Severino, onde encontrou os pais mortos.

Maria Clotilde, por sua vez, dedicou anos de sua vida ao comércio varejista na capital. Ela constava como ex-sócia da empresa Homestore Presentes e Decoração, estabelecimento que também funcionava no bairro São Pedro e que atualmente encontra-se com o CNPJ baixado. De acordo com o sobrinho do casal, Henrique Maciel, ela também teve um passado dedicado ao esporte, atuando como atleta por muitos anos.

O velório de Cláudio e Maria Clotilde está previsto para começar às 12h30 desta quarta-feira (1º), no Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte.

Investigação aponta roubo e violência dentro do imóvel

As investigações conduzidas pelo Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indicam que o crime aconteceu na tarde de segunda-feira (29). O apartamento não apresentava sinais de arrombamento, reforçando o fato de que a principal suspeita, uma mulher de 30 anos indicada para trabalhar na residência, possuía autorização ou a senha dos elevadores para acessar o local.

Imagens do circuito de segurança registraram a mulher entrando no prédio às 7h30 de segunda-feira com uma bolsa e saindo às 15h30 com roupas diferentes, carregando duas sacolas grandes. O filho das vítimas reconheceu uma das sacolas como sendo de sua mãe, e a família deu falta de uma gaveta de semijoias e dos celulares dos idosos.

Os laudos periciais detalharam a violência da ação: a idosa foi atingida por sete facadas na garganta, pescoço, queixo, tórax e pelve, enquanto o advogado sofreu 17 golpes, a maioria no abdômen, pescoço e cotovelos. Ambos apresentavam lesões que comprovam que tentaram se defender.

A suspeita fugiu para a casa de uma tia em Ribeirão das Neves na mesma noite do crime e, na manhã seguinte, recolheu seus pertences alegando que viajaria para o Espírito Santo ou se hospedaria em um hotel. A Polícia Civil mantém as buscas para localizá-la e esclarecer a motivação do duplo homicídio.

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