Fora da rota

Sem bateria e fora da área de uso: patinetes são vandalizadas após retorno em BH

Equipamentos foram encontrados danificados no bairro Lagoinha, região Nordeste da capital, local onde a utilização das patinetes ainda não é permitida

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 25/03/2026 às 08:42.Atualizado em 25/03/2026 às 09:33.
 (Reprodução/ Redes Sociais)
(Reprodução/ Redes Sociais)

O retorno das patinetes elétricas a Belo Horizonte, que deveria consolidar uma alternativa de mobilidade urbana, enfrenta um cenário de desordem e criminalidade. Pouco tempo após a reintrodução do serviço, diversos dispositivos já apresentam sinais de destruição. O alvo principal dos criminosos são as baterias, que têm sido furtadas, deixando os equipamentos inutilizados. 

Atualmente, a capital conta com uma frota de 1,5 mil patinetes, com operação autorizada exclusivamente para as regiões Centro-Sul e Oeste. No entanto, o descumprimento das normas de circulação e o vandalismo avançam para outras zonas.

No bairro Lagoinha, na região Nordeste, foram localizados ao menos cinco equipamentos abandonados e sem as baterias, evidenciando a ação de depredação em áreas onde o uso não é permitido. Imagens das patinetes danificadas circulam nas redes sociais desde domingo (22). 

A empresa JET Patinetes Elétricos lamentou os episódios de vandalismo e informou que está investigando os casos para tomar as medidas cabíveis.

Patinetes “abandonadas”

Recentemente, o Hoje em Dia mostrou que patinetes estão sendo "abandonadas" em locais que prejudicam a circulação, como sobre bueiros, em cima do piso tátil para deficientes visuais, bloqueando ciclovias, esquinas e até em viadutos. 

A Superintendência de Mobilidade do Município (Sumob) destacou que o encerramento da viagem deve ser feito obrigatoriamente em pontos específicos de coleta, indicados pelo mapa do aplicativo, sem obstruir a passagem de pedestres.

O comportamento dos usuários também acende um alerta para a segurança no trânsito. Flagrantes recentes mostram uma série de infrações cometidas nas calçadas e avenidas de BH. Entre as condutas mais comuns estão o transporte de passageiros (o que é proibido), o uso por menores de 18 anos, a circulação na contramão e usuários dando “grau” com os equipamentos

Diante do cenário, a Guarda Municipal informou que vai intensificar o monitoramento nas ruas. Agentes da corporação e da BHTrans estão orientados a abordar usuários que utilizarem as patinetes de forma inadequada. 

Segundo a prefeitura, a empresa JET, responsável pelo serviço, tem a obrigação de recolher os equipamentos estacionados fora da área de operação ou que estejam causando desordem urbana.

A JET Patinetes Elétricos afirmou que orienta os clientes a estacionarem de forma responsável e que possui equipes para o reposicionamento diário dos veículos. A empresa também disponibiliza canais para que a população reporte irregularidades via e-mail (support@jetshr.com) ou WhatsApp (11 91541-6915). A operadora prometeu reforçar a fiscalização em breve, utilizando tecnologia de geolocalização para identificar e punir quem descumprir as regras de uso.

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