Sem local para parar, pais têm dificuldades para deixar e buscar alunos no Colégio Pio XII, em BH
Falta de vagas leva veículos a parar em fila dupla e até sobre a faixa de pedestres; Prefeitura diz que fará fiscalização

Motoristas de vans e pais de alunos do Colégio Pio XII, no bairro Santo Agostinho, enfrentam dificuldades para deixar e buscar os estudantes na tradicional escola da região Centro-Sul de Belo Horizonte. O cenário se repete diariamente nos horários de entrada e saída: veículos "brigando por espaço" durante o embarque e desembarque, fila dupla e até invasão de faixa de pedestre, além do trânsito lento nos arredores.
O Hoje em Dia esteve no local e conversou com responsáveis por alunos, condutores do transporte escolar e comerciantes. Em comum, eles relatam que a situação é consequência da falta de local adequado para a parada dos veículos nas proximidades das portarias da escola.
Na portaria da rua Alvarenga Peixoto há estacionamento rotativo. O uso do bilhete eletrônico é obrigatório das 8h às 11h. Após esse horário, é gratuito. Porém, segundo relatos de pais e comerciantes, pessoas que frequentam ou trabalham na região deixam os veículos nas poucas vagas existentes o dia todo.
O aposentado Ricardo Coelho, de 61 anos, busca diariamente o filho Pedro, de 15, aluno do 1º ano do ensino médio, e afirma que convive com o problema há uma década. "Chego cerca de 20 minutos antes justamente para tentar encontrar uma vaga. Quem chega em cima da hora não consegue estacionar e acaba parando em fila dupla".
Ricardo conta que, quando não encontra espaço, precisa estacionar a um quarteirão de distância. Para ele, a falta de vagas também representa um risco para os estudantes, já que muitos desembarcam pelo lado da via, expostos ao trânsito.
A psicóloga Gisele Ferreira, de 53 anos, diz que enfrenta a mesma dificuldade sempre que vai buscar a filha de carro. "É um trânsito muito intenso e a gente acaba ficando alguns minutos em fila dupla porque não tem onde parar. Seria importante que os órgãos competentes avaliassem alguma solução para melhorar essa situação”.
O Colégio Pio XII foi procurado pela reportagem, mas preferiu não se manifestar sobre a situação. O espaço segue aberto.
Vans também relatam dificuldades
O problema também afeta quem trabalha com transporte escolar. A motorista de van Karina Amorim, de 52 anos, reforça que não existe espaço reservado nem mesmo para esses veículos. Ela admite que, em alguns momentos, precisa parar próximo à faixa de pedestre para embarcar os alunos na porta da escola, priorizando a segurança das crianças.
"Seria importante ter vagas destinadas ao transporte escolar. Muitas vezes é mais seguro pegar o aluno na porta do que fazê-lo caminhar sozinho até onde a van conseguiu estacionar", diz.
O que diz a PBH?
Questionada sobre a viabilidade de implantação de áreas reservadas para o embarque e desembarque de alunos, a PBH não se manifestou.
Em nota, a prefeitura informou que irá programar uma fiscalização na rua Alvarenga Peixoto, por meio da Unidade Integrada de Trânsito, formada por BHTRANS, Polícia Militar e Guarda Municipal. A data da ação não foi informada.
O Executivo municipal informou que não há pedidos de fiscalização registrados nos canais oficiais relacionados ao estacionamento irregular no local. Segundo a prefeitura, existem vagas de estacionamento nas ruas Tenente Brito e Uberaba, onde os motoristas podem utilizar o período gratuito do estacionamento rotativo e caminhar até a escola com os estudantes.
“Vale ressaltar que é dever dos condutores respeitar as leis de trânsito e a sinalização implantada. A população pode abrir solicitação de fiscalização de trânsito pelo telefone 156, portal da PBH ou aplicativo APP PBH”, escreveu a gestão municipal em nota.
Leia também:


