Serjão e Caramelo: dupla de robôs 'se vira' para chamar atenção de empresários durante evento em BH
Criados pelo Centro de Excelência em IA da Universidade Federal de Goiás, modelos humanoide e canino tem uso industrial como foco principal

Uma dupla de robôs inteligentes roubou a cena em evento voltado à indústria em Belo Horizonte. Batizados "Serjão e Caramelo”, os modelos humanoide e canino criados pelo Centro de Excelência em IA (Ceia) da Universidade Federal de Goiás buscam parcerias estratégicas. Para despertar o interesse do público (basicamente empresários), andaram, pularam, acenaram, aplaudiram, mandaram corações e até "plantaram bananeira".
O Imersão Indústria é realizado pela Fiemg, a federação do setor em Minas. Evento começou nesta quinta-feira (23) e vai até esta sexta (24) no BH Shopping.
"Serjão" recebeu esse nome dos pesquisadores devido ao modo de caminhar, que lembra uma marcha com passos pesados. Já "Caramelo" é um robô quadrúpede que homenageia os populares cães sem raça definida - e tão amados - do Brasil.
Aplicações industriais são o foco principal
Embora o uso atual seja voltado à pesquisa e entretenimento em eventos, as aplicações industriais são o foco principal. De acordo com o pesquisador Antônio Henrique, de 21 anos, os robôs são versões educativas que permitem modificações para atender qualquer função da linha de produção. "Nós desenvolvemos gestos e comandos específicos dentro do sistema original para que eles executem tarefas personalizadas", explica.
O robô "Caramelo", por exemplo, tem um sistema de câmera embutida capaz de realizar rondas autônomas em lavouras, coletando dados e imagens para análise agronômica sem a necessidade de supervisão humana constante.
Preço do robô humanoide pode chegar a US$ 60 mil
Segundo os integrantes do Ceia, o investimento para levar essa tecnologia ao campo pode variar. O humanoide Serjão foi adquirido por cerca de U$ 60 mil no último ano, enquanto as unidades do cão robótico custam entre U$ 10 mil e U$ 15 mil cada. A manutenção exige conhecimento especializado em programação e mecânica de precisão para manter os sistemas operacionais.
Os pesquisadores contam que o contato direto com empresários durante os dois dias do Imersão Indústria facilita a criação de projetos que utilizam a inteligência artificial para resolver problemas reais da linha de produção e do agronegócio.
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