
A Polícia Civil indiciou a servidora pública de 44 anos, presa sob suspeita de envolvimento no desvio de cerca de 220 armas de fogo de uma delegacia na região do Barreiro, em Belo Horizonte. Segundo a instituição, com a conclusão do inquérito policial pela Corregedoria, ela deve responder criminalmente por peculato.
A servidora, de 44 anos e analista da Polícia Civil desde 2014, continua detida preventivamente. Após o indiciamento, o Ministério Público (MP) analisará o caso para, eventualmente, denunciar a investigada à Justiça.
Conexão com o crime e carros de luxo
De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontaram que parte dos armamentos desviados foi vendida a organizações criminosas, como o Terceiro Comando Puro (TCP). O sumiço das armas na 1ª Delegacia do Barreiro, onde a servidora foi transferida em 2020, foi descoberto após um suspeito ser flagrado portando um armamento que já havia sido apreendido.
Conforme a PCMG, a mulher teria usado o dinheiro obtido com a venda do material para comprar carros de alto padrão e realizar procedimentos estéticos.
Flagrante
Pessoas ligadas à Polícia Civil indicam que a mulher foi flagrada por câmeras de segurança retirando armamentos da delegacia. No entanto, a defesa da servidora afirmou que a prisão é desproporcional e que os vídeos mostram apenas a entrada e saída da mulher com a própria bolsa, sem a identificação de armas.
Peculato
O crime de peculato é definido no artigo 312 do Código de Processo Penal e prevê reclusão de dois a doze anos e multa para o funcionário público que desvia ou se apropria de bens em razão do cargo.