Servidores estaduais da Saúde marcam paralisação para setembro e prometem votar início de greve
Ato será na Cidade Administrativa, mesmo local onde categoria realizou protesto nesta terça-feira

Servidores estaduais da Saúde marcaram uma paralisação para 11 de setembro. No dia, está prevista realização de um protesto na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, quando os trabalhadores irão votar a adesão a uma greve para pressionar o Governo. A categoria reivindica aumento da ajuda de custo e tratamento igual ao concedido a outros setores do funcionalismo.
A decisão de marcar novo protesto ocorreu nesta terça-feira (25), durante a primeira manifestação dos servidores da Saúde desde o início oficial da campanha eleitoral, também na Cidade Administrativa. Uma assembleia foi realizada em frente ao prédio onde fica o gabinete do governador e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD).
Porta-vozes da categoria afirmam que nenhum representante do Governo do Estado aceitou receber a comissão do movimento para discutir as reivindicações. Procurada pela reportagem, a administração estadual afirma que se disponibilizou a receber os representantes nesta terça-feira.
Em nota, o Governo de Minas afirma ainda que mantém diálogo permanente com os sindicatos que representam os servidores da Saúde e sustenta que todas as reuniões solicitadas pela categoria foram marcadas e realizadas.
"As demandas apresentadas pela categoria são avaliadas com responsabilidade, alinhadas às condições legais e fiscais vigentes, e debatidas com transparência com as entidades sindicais", diz o comunicado.
Elevação de ajuda de custo e isonomia de tratamentos são as principais demandas
A principal reivindicação da categoria é a elevação da ajuda de custo para, no mínimo, R$ 150 por dia - o valor atual é R$ 75 -, além de isonomia de tratamento entre os profissionais da Saúde e servidores de outras secretarias. As entidades afirmam que as cobranças vêm sendo feitas há meses, sem uma resposta considerada satisfatória.
O ato desta terça reuniu profissionais da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), do Sistema Estadual de Saúde e do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg). A mobilização é organizada por entidades que representam os trabalhadores, entre elas Sind-Saúde, Sindpros, Asthemg e Sisipsemg.
Reivindicações já foram levadas ao Governo
Segundo a categoria, a discussão sobre a ajuda de custo não começou agora. Em reunião realizada em 10 de agosto, representantes dos trabalhadores levaram a reivindicação à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). Segundo relato do Sind-Saúde, a pasta informou que apresentaria a demanda "a instâncias superiores", mas disse que não havia, naquele momento, perspectiva de mudança.
Sindpros e Asthemg alegam que a insatisfação aumentou após mudanças nos valores pagos a outras categorias do funcionalismo. Segundo as entidades, uma resolução publicada em julho reajustou a ajuda de custo de servidores ligados a outras pastas.
Saúde já entrou em greve neste ano
Uma eventual paralisação não seria a primeira dos trabalhadores da Fhemig em 2026. Em março, servidores da rede entraram em greve para cobrar, entre outros pontos, melhores condições de trabalho e avanços nas negociações salariais. A paralisação provocou o adiamento de cirurgias programadas em hospitais públicos de Belo Horizonte.
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