PRESSÃO NO GOVERNO

Servidores estaduais da Saúde marcam paralisação para setembro e prometem votar início de greve

Ato será na Cidade Administrativa, mesmo local onde categoria realizou protesto nesta terça-feira

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 25/08/2026 às 15:13.Atualizado em 25/08/2026 às 17:09.
Representantes da categoria reclamam que não foram recebidos pelo Governo durante ato nesta terça na Cidade Administrativa  (Divulgação/SindSaúde)
Representantes da categoria reclamam que não foram recebidos pelo Governo durante ato nesta terça na Cidade Administrativa (Divulgação/SindSaúde)

Servidores estaduais da Saúde marcaram uma paralisação para 11 de setembro. No dia, está prevista realização de um protesto na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, quando os trabalhadores  irão votar a adesão a uma greve para pressionar o Governo. A categoria reivindica aumento da ajuda de custo e tratamento igual ao concedido a outros setores do funcionalismo.

A decisão de marcar novo protesto ocorreu nesta terça-feira (25), durante a primeira manifestação dos servidores da Saúde desde o início oficial da campanha eleitoral, também na Cidade Administrativa. Uma assembleia foi realizada em frente ao prédio onde fica o gabinete do governador e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD).

Porta-vozes da categoria afirmam que nenhum representante do Governo do Estado aceitou receber a comissão do movimento para discutir as reivindicações. Procurada pela reportagem, a administração estadual afirma que se disponibilizou a receber os representantes nesta terça-feira.

Em nota, o Governo de Minas afirma ainda que mantém diálogo permanente com os sindicatos que representam os servidores da Saúde e sustenta que todas as reuniões solicitadas pela categoria foram marcadas e realizadas. 

"As demandas apresentadas pela categoria são avaliadas com responsabilidade, alinhadas às condições legais e fiscais vigentes, e debatidas com transparência com as entidades sindicais", diz o comunicado.

Elevação de ajuda de custo e isonomia de tratamentos são as principais demandas

A principal reivindicação da categoria é a elevação da ajuda de custo para, no mínimo, R$ 150 por dia - o valor atual é R$ 75 -, além de isonomia de tratamento entre os profissionais da Saúde e servidores de outras secretarias. As entidades afirmam que as cobranças vêm sendo feitas há meses, sem uma resposta considerada satisfatória.

O ato desta terça reuniu profissionais da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), do Sistema Estadual de Saúde e do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg). A mobilização é organizada por entidades que representam os trabalhadores, entre elas Sind-Saúde, Sindpros, Asthemg e Sisipsemg. 

Reivindicações já foram levadas ao Governo

Segundo a categoria, a discussão sobre a ajuda de custo não começou agora. Em reunião realizada em 10 de agosto, representantes dos trabalhadores levaram a reivindicação à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). Segundo relato do Sind-Saúde, a pasta informou que apresentaria a demanda "a instâncias superiores", mas disse que não havia, naquele momento, perspectiva de mudança.

Sindpros e Asthemg alegam que a insatisfação aumentou após mudanças nos valores pagos a outras categorias do funcionalismo. Segundo as entidades, uma resolução publicada em julho reajustou a ajuda de custo de servidores ligados a outras pastas.

Saúde já entrou em greve neste ano

Uma eventual paralisação não seria a primeira dos trabalhadores da Fhemig em 2026. Em março, servidores da rede entraram em greve para cobrar, entre outros pontos, melhores condições de trabalho e avanços nas negociações salariais. A paralisação provocou o adiamento de cirurgias programadas em hospitais públicos de Belo Horizonte. 

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