‘Sicário’ de Vorcaro segue internado em estado gravíssimo em BH, diz advogado
Luiz Phillipi atuava como ajudante do banqueiro e tentou se matar na superintendência da PF em BH, onde estava preso

O investigado Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), está internado em estado gravíssimo no Hospital de Pronto Socorro (HPS) João XXIII. Conforme a PF, ele atentou contra a própria vida e foi reanimado pelos policiais responsáveis pela custódia.
Robson Lucas da Silva, advogado do investigado, afirmou que ele segue em estado de saúde gravíssimo, mas estável, sem indicação de protocolo de morte encefálica.
"Essa abertura do protocolo depende da manifestação clínica, da evolução para pior. Ainda não se chegou a esse momento e espero que não se chegue. Os médicos ainda não tem, de acordo com a literatura médica, como dar início a esse protocolo de morte encefálica", destacou.
O representante do investigado informou ainda que o estado de saúde do Luiz Phillipi deve ser atualizado na tarde desta sexta-feira (6).
Investigações
De acordo com as investigações, Luiz Phillipi Mourão atuava como ajudante do banqueiro Daniel Vorcaro, que também foi preso na manhã de quarta-feira (4). “Sicário”, como era chamado pelo empresário, seria responsável pelo monitoramento e obtenção de informações sigilosas de pessoas consideradas adversárias dos interesses do banqueiro.
De acordo com a PF, o responsável por fazer os referidos pagamentos era Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e espécie de contador informal do grupo, que também foi preso na quarta-feira (4). Segundo as investigações, um dos beneficiários dos pagamentos seria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão.
Na sentença de Mendonça, Mourão é descrito como “responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”. Segundo as investigações, Sicário recebia pagamentos mensais de R$ 1 milhão.
Mourão foi levado para a carceragem da Superintendência da PF em BH, onde, de acordo com a corporação, tentou o autoextermínio ao se enforcar com uma camisa que amarrou na grade.
Leia também: