QUEDA DE AVIÃO

Síndico lamenta mortes e aguarda contato da empresa dona do avião para reparos no prédio

Segundo ele, os moradores não puderam passar a noite no prédio

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 05/05/2026 às 10:44.
Síndico aguarda conclusão dos trabalhos da perícia para moradores retornarem ao prédio (Valéria Marques / Hoje em Dia)
Síndico aguarda conclusão dos trabalhos da perícia para moradores retornarem ao prédio (Valéria Marques / Hoje em Dia)

Fausto Avelar, morador do apartamento 301 e síndico do prédio atingido por um avião nessa segunda-feira (4) - que causou a morte de três pessoas - aguarda as conclusões dos trabalhos da perícia nesta terça-feira (5) para conseguir voltar para casa. Segundo ele, os moradores não puderam passar a noite no prédio. 

“Os moradores foram realocados em casa de parentes, amigos e familiares. A nossa expectativa é que seja liberado pelo menos uma parte do prédio depois da conclusão dessa perícia”, disse Avelar.

Ainda conforme o morador, a empresa ou o proprietário da aeronave ainda não entraram em contato para discutir sobre os danos causados no imóvel. “A gente deseja esse contato também para que a gente possa contornar essa situação juntos e fazer os reparos necessários”, revelou Fausto.

Engenheiro mecânico, Avelar se mostrou aliviado por não ter ninguém em casa no momento do acidente, já que, pelo horário, seria algo rotineiro. A esposa e os filhos dele estavam na casa dos pais, enquanto ele estava no trabalho.

“Eu e minha família estávamos todos fora. A gente lamenta o ocorrido, as perdas de vida. Uma situação dramática e trágica, mas para nós foi um livramento de não ter ninguém no momento, porque provavelmente teria, por ser uma rotina nossa”, disse o homem. 

O avião havia saído de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com seis pessoas a bordo. Após pousar no Aeroporto da Pampulha, dois ocupantes desembarcaram e um embarcou. Em seguida, a aeronave decolou novamente com cinco pessoas, incluindo o piloto, com destino a São Paulo.

Os passageiros do voo eram sócios da empresa Uaitag, que atua no setor de tecnologia e cartões. Não há detalhamento sobre as pessoas que deixaram a aeronave antes da decolagem final.

A queda ocorreu no estacionamento de um prédio residencial. Antes do acidente, o piloto informou à torre de controle do Aeroporto da Pampulha que enfrentava dificuldades durante a decolagem.

Segundo registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979, com capacidade para até cinco passageiros, além do piloto, e peso máximo de decolagem de 1.633 quilos.

De acordo com a Anac, o avião não possuía autorização para operação como táxi aéreo, o que impede o uso para transporte comercial de passageiros ou cargas mediante pagamento. O modelo é conhecido como “sertanejo”.

Mortos e feridos

O empresário Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos, foi a terceira vítima do acidente com um avião monomotor que atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, no início da tarde de segunda-feira (4). Ele morreu à noite, após não resistir aos ferimentos, e o óbito foi confirmado pelo Hospital João XXIII.

Leonardo havia sido resgatado com vida e estava internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Outras duas mortes foram confirmadas no local da queda: o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, e o empresário Fernando Moreira Souto, de 36, filho do prefeito de Jequitinhonha.

Ao todo, três ocupantes da aeronave foram socorridos com vida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), incluindo Leonardo. Também foram resgatados Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53.

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