oito acusados

Suspeita de tuberculose adia julgamento da chacina de festa infantil em Ribeirão das Neves

Sessão desta segunda (13) foi suspensa após pedido das defesas e anuência do Ministério Público; nova data ainda será definida

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 13/04/2026 às 12:02.Atualizado em 13/04/2026 às 12:03.
Justiça adia julgamento dos acusados de participação na chacina registrada durante uma festa infantil em Ribeirão das Neves (Divulgação / TJMG)
Justiça adia julgamento dos acusados de participação na chacina registrada durante uma festa infantil em Ribeirão das Neves (Divulgação / TJMG)

O julgamento dos oito acusados de participação na chacina registrada durante uma festa infantil em Ribeirão das Neves, que estava marcado para esta segunda-feira (13), foi adiado após a suspeita de tuberculose em um dos réus. A decisão foi tomada pelo juiz responsável pelo caso, após pedido das defesas e com anuência do Ministério Público.

De acordo com o Tribunal do Júri, a condição de saúde do acusado inviabilizou o comparecimento à sessão e levou à suspensão do julgamento como medida para evitar eventual risco de contaminação entre os presentes. 

As defesas e o Ministério Público também se manifestaram contra a possibilidade de desmembramento do processo, defendendo que o fato ocorra de forma conjunta com todos os acusados, sob risco de nulidade.

Diante disso, o magistrado determinou o adiamento da sessão para garantir a regularidade do processo e o direito à ampla defesa. Uma nova data ainda será definida.

Relembre o caso

O crime ocorreu durante uma festa de aniversário em um sítio no bairro Areias, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em 23 de maio de 2024. As vítimas foram o aniversariante Heitor Felipe, de 9 anos, o pai dele, Felipe Júnior Moreira Lima, de 26, e a prima Layza Manuelly de Oliveira, de 11.

Segundo as investigações, o alvo dos disparos era o pai do menino, apontado como suposto traficante no Morro Alto, em Vespasiano. No entanto, a Polícia Civil indicou que a ação teria sido mais ampla.

"A intenção era atingir o maior número de pessoas possível, seja criança, seja adolescente. Além de causar a execução do alvo principal, queriam deixar uma espécie de recado para a comunidade local", afirmou o delegado Marcus Vinícius Silva Rios, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.

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