Investigação

Suspeito de agredir Duda Salabert e assessor durante fiscalização de mineração é preso em Contagem

Homem foi localizado em estabelecimento comercial às margens da Lagoa Vargem das Flores; parlamentar denunciou tentativa de homicídio após ser atacada em setembro

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 29/10/2026 às 11:49.Atualizado em 29/10/2026 às 12:16.
Um dos investigados pelas agressões contra Duda Salabert e Felipe Gomes foi preso em Contagem, na Grande BH, após cumprimento de mandado judicial; parlamentar comentou sobre agressões ao lado do assessor durante coletiva na época (Valéria Marques/Hoje em Dia)
Um dos investigados pelas agressões contra Duda Salabert e Felipe Gomes foi preso em Contagem, na Grande BH, após cumprimento de mandado judicial; parlamentar comentou sobre agressões ao lado do assessor durante coletiva na época (Valéria Marques/Hoje em Dia)

Um dos investigados pelas agressões contra a deputada federal Duda Salabert (Psol) e o assessor Felipe Gomes foi preso preventivamente nessa quarta-feira (28), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O homem é suspeito de envolvimento no ataque ocorrido em setembro, durante uma fiscalização de possível extração ilegal de minério na região do Belvedere, na capital mineira.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o investigado foi localizado em um estabelecimento comercial às margens da Lagoa Vargem das Flores. Após ser identificado, os policiais cumpriram o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

O homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. A identidade dele não foi divulgada. A corporação não informou qual teria sido a participação do suspeito nas agressões nem se outras pessoas foram identificadas no decorrer da investigação. Também não foram detalhados os crimes investigados.

Duda denunciou tentativa de homicídio

O ataque ocorreu durante uma fiscalização realizada por Duda Salabert e Felipe Gomes em uma área próxima à MG-356, na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima. 

Na época, conforme mostrou o Hoje em Dia, a deputada relatou que havia recebido informações sobre uma possível extração ilegal de minério e decidiu verificar a movimentação de uma retroescavadeira no local. A intenção, segundo ela, era confirmar a atividade e acionar a polícia para tentar flagrar a suposta irregularidade.

Durante a fiscalização, dois homens teriam surgido atrás da parlamentar e do assessor. Duda contou que tentou correr, mas caiu. Um terceiro suspeito teria aparecido posteriormente, e os dois passaram a ser agredidos com socos e chutes.

Em entrevista coletiva após o episódio, a deputada afirmou que acreditou que seria morta. “Eu tinha convicção de que iriam me matar”, declarou.

Segundo o relato da parlamentar, os agressores tentaram levá-la, junto ao assessor, para o interior da área onde suspeitavam que ocorria a retirada irregular de minério. Duda afirmou ter ouvido ameaças como “nós te pegamos” e “vamos resolver isso lá dentro”, além de uma ordem para que um dos homens buscasse um cano ou ferro.

Deputada pulou barranco para escapar

Durante a tentativa de fuga, Felipe conseguiu se desvencilhar dos agressores, mas caiu e voltou a ser atacado por dois homens. Duda relatou que conseguiu escapar ao pular um barranco em direção à MG-356, onde pediu socorro.

Um carro branco parou alguns metros à frente e acionou o pisca-alerta. Segundo a deputada, a presença do veículo fez com que os suspeitos deixassem o local. “Tenho total certeza de que foi esse carro que salvou nossa vida”, afirmou na ocasião.

Após a fuga, Felipe conseguiu acionar a polícia nas proximidades de uma unidade da Copasa. Segundo os relatos apresentados à época, um caminhão transportando uma retroescavadeira passou pelo local pouco depois, e o assessor registrou imagens do veículo.

Parlamentar sofreu lesões no ombro

Duda precisou de atendimento hospitalar após o ataque. Conforme o boletim de ocorrência, ela apresentava escoriações e luxação no ombro direito. Felipe Gomes também sofreu ferimentos, incluindo agressões com chutes na cabeça e em outras partes do corpo.

Inicialmente, a Polícia Militar registrou a ocorrência como lesão corporal. A Polícia Civil instaurou procedimento para investigar o caso, identificar os envolvidos e apurar as circunstâncias das agressões.

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