Suspeitos de tráfico internacional enviavam toneladas de cocaína de Minas para a Europa
Investigação da Polícia Federal aponta que grupo sediado no leste de Minas tinha estrutura para exportar grandes carregamentos do entorpecente

Uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas utilizava o território mineiro como rota de exportação para enviar toneladas de cocaína para o continente europeu. As investigações da Polícia Federal (PF) indicam que o grupo possuía uma estrutura sólida, com capacidade para financiar e gerenciar carregamentos de grande porte, além de ocultar os lucros obtidos por meio de uma rede de lavagem de dinheiro.
A dimensão das operações do grupo ficou evidente após a apreensão de 1,3 tonelada de cocaína no Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, ocorrida em dezembro do ano passado. De acordo com os investigadores, aquela interceptação representava apenas uma fração das atividades da quadrilha, que é suspeita de arquitetar e executar com sucesso diversos outros envios de cargas semelhantes para o mercado internacional.
O núcleo dessa rede criminosa estava concentrado no município de Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais. Era a partir dessa base que os suspeitos coordenavam a logística de aquisição, transporte e despacho da droga para o exterior, além de gerenciar a movimentação financeira que dava suporte ao esquema ilícito.
Segunda fase de operação asfixia patrimônio do grupo
Como parte das ações para desarticular o esquema, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação Caminho das Pedras para cumprir 20 mandados de busca e apreensão. Os alvos foram localizados em Governador Valadares, Nova Lima, Ibirité, Goiânia (GO), Cristalina (GO), Vila Velha (ES) e Três Lagoas (MS).
A ofensiva teve como principal objetivo atingir a estrutura financeira da organização. A Justiça Federal determinou o bloqueio de contas bancárias de 33 pessoas físicas e jurídicas ligadas aos investigados. Também foram expedidas ordens para o sequestro de imóveis, automóveis de alto luxo e de uma aeronave.
Os policiais identificaram fortes indícios de que o patrimônio de alto valor acumulado pelos alvos foi construído integralmente com o proveito das toneladas de cocaína comercializadas na Europa. Os envolvidos respondem pelos crimes de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
