Passagem mais cara

Três anos após concessão, tarifa do metrô de BH sobe quase 50% acima da inflação

Bilhete passa a custar R$ 6 a partir desta quarta-feira (1°)

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 01/07/2026 às 07:00.
 (Valéria Marques/ Jornal Hoje em Dia )
(Valéria Marques/ Jornal Hoje em Dia )

Quem utiliza o metrô de Belo Horizonte começa a pagar R$ 6 na passagem a partir desta quarta-feira (1º). Com o novo reajuste, a alta acumulada da tarifa desde o início da concessão à iniciativa privada, em 2023, chega a 33,3%, bem acima da inflação no período - de 22,3%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Ipead-UFMG. Na prática, o aumento do bilhete eletrônico foi 49% superior à inflação acumulada.

Em janeiro de 2023, antes da concessão, a passagem custava R$ 4,50. Poucos meses depois, após a assinatura do contrato entre o Governo de Minas e a Metrô BH, em março daquele ano, o valor foi reajustado para R$ 5,30.

Desde então, os aumentos ocorreram anualmente: o bilhete passou para R$ 5,50 em 2024, R$ 5,80 em 2025 e agora chega a R$ 6. Considerando o valor praticado antes da concessão, a passagem ficou R$ 1,50 mais cara.

O reajuste que entra em vigor nesta quarta-feira foi autorizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) e está previsto no contrato de concessão, firmado em março de 2023. Segundo a pasta, o percentual aplicado neste ano é de 3,81%, conforme as regras estabelecidas no contrato.

Além do aumento da passagem do metrô, a resolução também atualiza as tarifas integradas entre o sistema metroferroviário e os ônibus da Região Metropolitana de Belo Horizonte, do transporte municipal de Belo Horizonte e de Contagem. Com a atualização, as tarifas integradas entre o metrô e os ônibus da Grande BH passam a variar entre R$ 10,40 e R$ 14,20, conforme a combinação de linhas utilizada.

A resolução mantém ainda o troco máximo que poderá ser fornecido pelos operadores do sistema em R$ 50. 

Em nota, a concessionária responsável pelo Metrô BH informou apenas que a atualização do valor está prevista no contrato de concessão e corresponde à inflação do período entre março de 2025 e março de 2026.

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